Filho de Mozer, ex-Flamengo, sonha em seguir os passos do pai

11
Foto: Divulgação

GLOBO
ESPORTE
: O posicionamento na geografia do gramado é o mesmo. As semelhanças
físicas também são muitas – os mais próximos até mesmo fazem brincadeiras com a
aparência de ambos. Mas será que o futebol é o mesmo?

Filho
de um dos maiores defensores da história do Flamengo, Daniel Alexandre Costa
Faria carrega no DNA e no sobrenome a herança de Mozer e está acostumado à esta
pergunta e às comparações com o pai – atualmente gerente de futebol do
Rubro-Negro. E não se chateia com o fardo que carrega sobre os ombros. Pelo contrário.
Tem muito orgulho do parentesco com aquele que considera “o maior
brasileiro a atuar no setor defensivo na Europa”.
– Eu
tenho um dos melhores do mundo me orientando – afirma.
Zagueiro
do Gonçalense, Daniel Mozer estreou pelo clube há dois jogos e, com o parceiro
de zaga Ronald, conseguiu ajudar o time a não levar mais gols na Série B1 do
Campeonato Carioca – até então a equipe tinha sofrido 18 em 9 jogos. Nascido na
França e com passagens pela base do Flamengo, do Benfica e da Estrela Amadora,
de Portugual, está de volta ao estado do Rio de Janeiro, aos 25 anos, após
atuar no profissional por times como o Brasiliense e Bacabal, com um objetivo:
fazer carreira de sucesso como o pai e, quem sabe, até mesmo brilhar no time do
coração.
– Sem
dúvidas eu tenho o sonho de jogar pelo Flamengo, não tem como negar. É um sonho
de 99% dos jogadores passar pelo Fla – declara.
E foi
agarrado ao bom início no time de São Gonçalo, Região Metropolitana do Rio, que
Daniel Mozer conversou com o GloboEsporte.com para falar sobre os planos da
carreira e sobre o peso das comparações com o pai, que participou de um dos
períodos mais vitoriosos do Fla e conquistou, entre outros títulos, a
Libertadores da América, o Campeonato Brasileiro e a Copa Intercontinental. A
entrevista você confere na íntegra abaixo.
Demora para estrear no Rio
– A
minha documentação acabou atrasando. Existia uma certa urgência para que fosse
regularizado, mas acabou que a documentação só chegou para os dois últimos jogos.
E desde que eu e o Ronald entramos, não tomamos gols. Mas este é um trabalho do
time todo.
Professor diferenciado
– Meu
pai me passa tudo de bom, me passa tudo que eu sei. E eu tenho um dos melhores
zagueiros do mundo me orientando, um dos melhores brasileiros que já jogou na
Europa me dando conselhos (Mozer jogou durante muitos anos no Benfica e
Olympique de Marseill). Então, aprendo muito com ele. Ele conversa muito
comigo, tenta corrigir. Procuramos sempre assistir jogos juntos, tanto do
Flamengo, quanto de outros clubes.
Sonho de voltar ao Rubro-Negro
– Tive
uma oportunidade de fazer uma boa base, tanto no Fla, quanto no Benfica e no
Estrela. Aprendi muito também com o Zé Ricardo. Sem dúvidas, eu tenho o sonho
de jogar pelo Flamengo, não tem como negar. É um sonho de 99% dos jogadores
passar pelo Fla. Sempre que vou ao clube, recebo um carinho muito grande, todos
me tratam bem. Eu tenho uma dívida de gratidão com o Flamengo e sonho em
voltar. Estou trabalhando para isso. E vejo no Gonçalense uma oportunidade para
melhorar o meu futebol, pegar confiança para realmente voltar a atuar em alto
nível.
Afinal, são realmente parecidos?
– É
difícil falar de mim e é mais difícil ainda falar do meu pai. Dizem que nos
parecemos, acabam comparando. Devidas as proporções, dizem que eu jogo que nem
ele. Mas que nem ele, não. Mas se fosse comparar, diria que temos
características parecidas, como a velocidade, a impulsão, a velocidade e até
mesmo a técnica. Mas eu falo isso com muita simplicidade, ciente de quem é o
meu pai e o quanto ele jogou.
Início difícil do Gonçalense na Série B1
– O
começo do campeonato foi dolorido. O time vinha bem na pré-temporada. Quando
começamos, sempre éramos surpreendidos, cometíamos erros bobos. Nesses dois
últimos jogos, o time mudou bastante. Depois da sétima rodada, o time está com
outra cabeça. Está mais motivado, com outra cabeça. Todo mundo está marcando e
isso acaba facilitando o trabalho de todos.
Outra postura para a Taça Corcovado
– O
segundo turno vai ser diferente do primeiro. Isso é uma garantia. Nós não vamos
brigar para ser rebaixados. Vamos lutar para ganhar todos os jogos. Essa será
nossa mentalidade. Nós vamos subir na tabela. Ser rebaixado não é mais uma
preocupação em virtude da nossa mentalidade.
Após
terminar em sétimo no Grupo B da Taça Santos Dumont, o primeiro turno da Série
B1 do Carioca, e ficar de fora das fases finais, o Gonçalense volta a campo
neste sábado, para enfrentar o America, às 15h, no Giulite Coutinho, pela
primeira rodada da Taça Corcovado.

COMENTÁRIOS:

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here