Flamengo fala em “geração nova” e justifica investimento em games

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Daniel Orlean, VP de Marketing do Flamengo – Foto: Reprodução

MEIO
MENSAGEM:
Seguindo uma tendência cada vez mais forte fora do Brasil, o Flamengo
anunciou, na semana passada, a criação de um time de e-Sports para competir nos
torneios de League of Legends. O clube segue o mesmo caminho que Ajax, PSG e
Manchester City tomaram. No Brasil, o primeiro clube a anunciar uma equipe de
jogos eletrônicos foi o Santos, em 2015, em parceria com a Dexterity Team.

De
acordo com a empresa de pesquisa Newzoo, a receita mundial de e-Sports será de
US$ 696 milhões em 2017 e chegará a US$ 1,5 bilhão em 2020. Daniel Orlean, VP
de marketing do Flamengo, conta que o principal objetivo de ter uma equipe de
e-Sports é contar contar com uma nova forma de diálogo com as novas gerações
que consomem esporte de forma muito diferente. “O e-Sports apareceu como uma
tendência bastante forte principalmente nas gerações Y e Z”, diz Orlean. Em
entrevista ao Meio & Mensagem, ele dá detalhes da estratégia.
Meio & Mensagem – O que levou o
Flamengo a decidir por ter uma equipe de e-Sports?
Daniel
Orlean – Desde que assumi, em meados de 2016, definimos como metas (entre
outras) a ampliação dos ativos de marketing do clube, o incremento das receitas
com parceiros e patrocinadores e o estabelecimento de uma maior aproximação com
nosso público – o de hoje e o de amanhã. Para cumprirmos essa agenda,
observamos as inovações do mercado. E uma delas foi bastante analisada: as
gerações Y e Z consomem futebol (e entretenimento esportivo) de forma muito
diferente da forma como as gerações anteriores consumiam.
M&M – Quais outras áreas entraram
nesse pacote de inovações?
Orlean
– Por um lado, o Flamengo cresceu muito nos canais digitais nos últimos dois
anos em plataformas como Facebook, Youtube, Instagram e Twitter. Por outro,
mesmo assim, ainda existem muitas oportunidade de construir produtos
especificamente para essas novas gerações no ambiente digital. Resolvemos
aproveitar essa oportunidade e reconhecer a importância dos jogos eletrônicos.
M&M – O clube desenvolveu uma
estrutura para entrar nesse segmento ou vai contar com parcerias?
Orlean
– A Cursor e-Sports, formada por gamers profissionais, que conhecem muito desse
mercado, é nossa parceira estratégica para este projeto, do desenho à
implementação.
M&M – Como o clube enxerga o potencial
do segmento de e-Sports?
Orlean
–  É a possibilidade de estar ainda mais
em contato com as gerações mais novas, especialmente por elas estarem imersas
no ambiente digital e serem consumidores ávidos de novas plataformas como
Youtube e Twitch.TV. Nossos objetivos são expandir a área de atuação de forma
alinhada às tendências de mercado, principalmente para os jovens, conquistar um
público já cativo do Flamengo em futebol e outros esportes, mas carente de
Flamengo em uma de suas paixões, os jogos eletrônicos, conquistar públicos que
hoje não são Flamengo, mas podem vir a ser, principalmente por encontrarem, nos
jogos eletrônicos, elementos de ligação com amigos e familiares. A
internacionalização de marca também é um dos pilares do projeto.
M&M – Quais serão as estratégias de
patrocínio relacionadas a essa equipe?
Orlean
– As estratégias de patrocínio vão além da tradicional camisa e direitos de
naming. O objetivo é oferecer para as marcas que abraçarem este projeto uma
forma de impulsionar toda a plataforma digital do Flamengo. Podemos dizer que a
maior parte das entregas será direcionada para plataformas digitais e de
livestreaming. Além de poder oferecer ativações exclusivas para jovens
torcedores.

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