Flamengo falha em confrontos diretos e sofre no Brasileirão

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Márcio Araújo e Dudu disputando a bola em Flamengo x Palmeiras – Foto: Gilvan de Souza

UOL: O
Flamengo revê o principal fantasma da temporada até aqui. A eliminação precoce
na Copa Libertadores cobra um preço alto e pressiona o time na busca por
resultados expressivos no restante de 2017. O empate com o Palmeiras por 2 a 2
entrou na lista de falhas do Rubro-negro contra os concorrentes ao topo da
tabela do Campeonato Brasileiro.

O time
definitivamente não rendeu o esperado nos últimos jogos. Perdeu para o Grêmio
(1 a 0) e também empatou com o Cruzeiro (1 a 1). Sete pontos fundamentais
ficaram pelo caminho – somou apenas dois – para quem almeja o título e tem um
dos principais elencos do país. É inegável que os resultados estão aquém do
investimento e a performance bem longe do que a torcida espera.
O
líder Corinthians empatou duas vezes seguidas, mas o Flamengo não reduziu a
diferença. Ela segue em 12 pontos – 37 a 25. É óbvio que os adversários possuem
qualidades, assim como existem possíveis equívocos de arbitragem.
Independentemente disso, o Rubro-negro esbarra em erros conhecidos. A criação
de jogadas e os problemas com os contra-ataques rivais são defeitos evidentes e
que seguem sem correção.
É
assim que o Flamengo sofre no Campeonato Brasileiro. O time que mais empatou –
sete vezes -, incluindo Atlético-MG (casa), Atlético-PR (fora), Avaí (fora),
além dos clássicos contra Botafogo e Fluminense, deixa pontos preciosos pelo
caminho.
Ainda
dá tempo de rever conceitos e acertar. O clube mais popular do país precisa
vencer para amenizar a insatisfação da torcida, que voltou a vaiar e pediu a
saída do técnico Zé Ricardo. A Ilha do Urubu se transformou em uma panela de
pressão após mais um tropeço. Sobrou também para o presidente e alguns
jogadores. A receita é conhecida, falta ao Flamengo encontrar os ingredientes
para realizá-la.
“Nossa
obrigação é lutar até o final”, disse o mandatário Bandeira de Mello.
“O
que não falta é disposição, vontade e dedicação. O treinamento me prova isso e
os jogos também. Não é isso que falta na equipe. Precisamos de tranquilidade,
pois a pressão é grande. Logicamente que foram três jogos de confronto direto e
gostaríamos de um aproveitamento melhor”, encerou Zé Ricardo.

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