Flamengo joga com e contra o regulamento

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Berrio dando bicicleta em Flamengo x Santos – Foto: Gilvan de Souza

BOTECO
DO FLA
: Sorin

O
Flamengo tem semana decisiva que pode ir do céu (temporário) com classificação
na Copa do Brasil contra o Santos e desbancada no líder Corinthians no domingo,
ao inferno (também temporário) de um tropeço na Vila e ver a distância no
Brasileirão aumentar para preocupantes 15 pontos.
Note
que abri mão de “bonitezas” estilísticas, repetindo o termo entre parênteses em
parágrafo tão curto, o que poderia ser evitado. Só pra frisar que não, o mundo
não vai acabar e os quase 122 anos de história não estão dependentes e irão
chegar ao fim após esses dois jogos, e por outro lado também não é verdade que,
mesmo se em um ambiente paradisíaco a gente ganhasse os dois jogos por 4 gols
de diferença, tanto uma taça quanto a outra seriam entregues na Gávea no dia
seguinte. Ainda que todos nós tenhamos pleno conhecimento de que pro clima de
euforia e/ou apocalipse baixarem na Nação não precisa de muita coisa.
Para o
jogo da noite dessa quarta na Vila Belmiro o Flamengo joga contra algumas
coisas. Em primeiro lugar enfrentar o Peixe nos seus domínios já é por si só
tarefa a ser encarada com o devido respeito. Em Vasco lugar tem aquele revés
causado pela imobilidade tacanha e inexplicável do regulamento, que priva a
segunda maior competição nacional de jogadores como Diego Alves, Rhodolfo,
Geuvânio e Everton Ribeiro, baseada em… Em nada. Só estupidez e… Ok… Tem
certa lógica de raciocínio. Perdemos a última Copa em casa com uma sonora
goleada por 7 gols. Manter isso dá trabalho e qualquer atitude de atraso
engessado é muito bem recebida se o intuito for providenciar novos futuros
vexames.
E
agora vem aquele nosso maior medo. Aquilo que faz quase todos os rubro-negros
sentirem aquela pontada na espinha e certo frio na barriga. O Flamengo enfrenta
um dos nossos maiores rivais: O Flamengo com Vantagem de Gols. Se Tio Zé
Ricardo inventar de (mais uma vez) entrar em campo pra segurar o placar através
de um maroto 11-0-0, o bagulho facilmente pode ir por água abaixo em um revés
histórico. É entrar, jogar futebol (e tem time pra isso) e voltar com a vaga.
SE… E somente SE… Lá pelos 35 do segundo tempo o placar for muito
favorável, girar a bola e explorar o desespero do adversário.
Do
lado de lá… Do lado de lá… O Santos de Levir Culpi atravessa bom momento e
já são sete jogos sem perder. No final de semana atropelou o Bahia com direito
à mitagem dupla do Bruno Henrique. Além de marcar os três gols da partida,
pediu o hino do clube no Fantástico, provavelmente atitude sonora inédita e que
deve ser bem recebida, já que a trilha musical do povo que manda um hat trick
costuma ser um tormento para os tímpanos de gosto minimamente refinado. Ricardo
Oliveira volta ao ataque após período afastado por contusão no tornozelo e
pneumonia. Entra na vaga do Kayke, com problemas musculares na coxa esquerda.
Diego
reencontra suas origens ao voltar à Vila Belmiro. E a gente fica daqui torcendo
para que a nostalgia o inspire para uma grande atuação, o que andou um pouco
fora de moda nas últimas duas ou três partidas. Nunca dá pra ter aquele 100% de
certeza, mas a formação inicial deve ser Thiago, Vaz (ou será Juan?), Réver,
Pará e Trauco, Cuéllar, Márcio Araújo e Diego; Berrío, Everton e Guerrero. Vou
escrever em letra menor pro ZR não ver… “Cês” não estão achando estranho o
Gabriel não iniciar a sequência 765/7589 de oportunidades como titular?
A bola
rola nove e quarenta e assim que a novela acabar.
Bora
torcer.
Isso
aqui é Flamengo.

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