Flamengo se desorganiza e não consegue furar bloqueio do Grêmio

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Éverton Ribeiro em Flamengo x Grêmio – Foto: Gilvan de Souza

GLOBO
ESPORTE
: A primeira derrota na Ilha do Urubu mostrou um Flamengo com
dificuldades de fazer aquilo que sempre teve como uma de suas principais
características desde o ano passado: trocar passes na busca de espaço para
furar bloqueios adversários. No 1 a 0 para o Grêmio, o time de Zé Ricardo
errava muito e se via obrigado a tentar as levantadas na grande área, sem
eficiência. Parecia desorganizado. Além disso, o Rubro-Negro ainda contou com
uma noite pouco inspirada de Éverton Ribeiro e Diego.

Vacilo da defesa
Sem Guerrero
(suspenso), o time não conseguiu prender a bola na frente. Não é de hoje a
notável dificuldade de Leandro Damião de exercer a função de pivô como o
peruano faz, apesar da entrega na marcação adversária. Após vacilo defensivo
coletivo no gol do Grêmio, começando com bote errado de Rafael Vaz, passando
por Márcio Araújo e terminando com falha de Trauco, o chuveirinho na área virou
a principal arma no primeiro tempo. Os bons chutes de Everton e Cuéllar, de
fora da área, no fim da etapa, foram as duas boas chances do Fla.
O time
de Renato Gaúcho colaborou paras as tentativas de bola alçada. Foram várias
faltas ao redor da grande área, mas poucas que levaram perigo à meta de Leo
Jardim. Pelo alto, Geromel, Kannemann, Michel e companhia foram soberanos –
exceto por uma bola de Rafael Vaz, que parou numa bela defesa do goleiro. No fim
das contas, só quatro dos 25 cruzamentos acharam a cabeça de jogadores do
Flamengo.
A
responsabilidade também passou pelos pés de Diego e Éverton Ribeiro. Decisivos
nos últimos jogos, eles erraram passes mais do que de costume (seis do camisa 7
e oito do camisa 35) e mostraram afobação em momentos de definição. Além disso,
eram bem marcados.

Faltou eficiência, sem dúvida nenhuma. Acho que as chances criadas foram
claras, até acertando o gol. No segundo tempo foi bola na trave, acertamos no
gol a maioria dos chutes, cabeçadas no gol. Enfim… Furamos a defesa, esse não
foi o problema. Furamos com jogadas envolventes. Mas o chute às vezes saiu na
mão do goleiro, na trave. Essa é a minha opinião – analisou Diego, após o jogo
na Ilha.
Segunda etapa: mais bola no chão, mas
pouca organização
Na
segunda etapa, Zé foi para o tudo ou nada ao sacar os volantes e Trauco para as
entradas de Mancuello, Vizeu e Geuvânio, mas desprotegeu o sistema defensivo e
por pouco não viu Luan ampliar. Durante boa parte do segundo tempo, a equipe
conseguiu trabalhar mais as bolas e buscar infiltração na área, mas a retranca
tricolor foi eficiente para barrar as as investidas também pelo chão.
No
fim, ficou até difícil analisar: Éverton Ribeiro e Everton mais pela esquerda,
Vizeu e Damião centralizados, Geuvânio pela direita, Diego na armação,
Mancuello de volante… O time terminou a partida com muitos jogadores de
criação e atacantes, mas sem a organização necessária para buscar o empate.
Números do Fla contra o Grêmio:
Posse de bola: 62%
Finalizações: 21
Bola levantadas na área: 25
Cabeçadas: 4
Faltas cometidas: 11
Faltas sofridas: 20
Passes certos: 408
Passes errados: 47

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