“Flamengo venceu porque é melhor individualmente”, diz Roman

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Éverton Ribeiro, Felipe Vizeu e Lucas Paquetá comemorando gol com a camisa amarela do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

MAURO
BETING
: ESCREVE GUSTAVO ROMAN

Valeu
pelos três pontos. Com certeza, o torcedor que foi a Ilha do Urubu ou assistiu
a partida pela televisão não gostou da performance da equipe. Escalada num
4-4-2 pelo pressionado Zé Ricardo, o Flamengo contou com Rômulo e Arão centralizados.
Berrío na direita. Geuvânio na esquerda. Everton Ribeiro com liberdade para
armar o time e encostar em Guerrero no comando do ataque.
O
primeiro gol, marcado por Berrío logo aos sete minutos de jogo deu a impressão
que seria fácil. Não foi. O time carioca deu a bola para o Coritiba. Passou a
atuar de forma mais reativa. Se fechou atrás e buscou explorar os contragolpes.
Não sofreu na defesa como vinha acontecendo nas últimas rodadas. E ainda criou
pelo duas boas oportunidades de ampliar a vantagem.
O Coxa
voltou com Neto Berola na vaga de Alan Santos. E empatou com menos de um
minuto. Tomas Bastos deu ótimo passe nas costas dos pesados zagueiros
Rubro-Negros. Henrique Almeida aproveitou-se da lentidão da zaga e marcou. É o
quarto gol seguido que leva o Fla da mesma fora.
Mais
organizada, a equipe paranaense foi melhor coletivamente. Incomodou com a
velocidade de seus atacantes. Zé Ricardo mostrou uma certa dose de desespero.
Começou a empilhar jogadores de meio para frente. Vinícius Júnior, Felipe Vizeu
e Lucas Paquetá entraram nos lugares de Berrío, Geuvânio e Rômulo.
O time
ia a frente de qualquer forma. Cruzava inúmeras bolas sobre a área. Numa delas,
Juan mandou uma cabeçada no travessão de Wilson. Mas dava espaços perigosos ao
adversário. Estivesse o Coritiba numa melhor fase ou se contasse com atletas
mais qualificados a coisa poderia ter ficado feia. De tanto insistir, Vinícius
Júnior, que até então errara tudo, sofreu pênalti bobo de Márcio já nos
acréscimos. Everton Ribeiro cobrou com categoria e deu a vitória aos donos da
casa.
O
Flamengo venceu porque tem um time melhor individualmente. E também porque
apesar de todas as dificuldades nunca desistiu. Mesmo que só cruzando bolas. O
coletivo ainda é muito pobre. E quando isso acontece, só mesmo o talento
individual pode salvar. Porém, é preciso jogar muito mais. E logo.

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