Ilha do Urubu vira palco de protestos da torcida do Flamengo

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Bandeirão da torcida do Flamengo na Ilha do Urubu – Foto: Gilvan de Souza

EXTRA
GLOBO
: A perda de invencibilidade e a sequência ruim fizeram a Ilha do Urubu se
transformar em ilha do medo para alguns torcedores do Flamengo, que enfrenta o
Coritiba hoje, 19h, no estádio, pelo Brasileiro. O clima de caldeirão para
apoiar a equipe vale também para as criticas a jogadores e ao técnico Zé
Ricardo, que diante do Palmeiras teve sua saída pedida depois dos gritos de
“burro”.

Hoje,
contra o Coritiba, o público previsto é o menor dos jogos até aqui na Ilha.
Menos de dez mil ingressos foram vendidos antecipadamente pelo Flamengo. Na
bronca, tem torcedor que vaia, protesta, e tem torcedor que, com o ingresso
caro e o time em queda, prefere dar um tempo de arquibancada.
O
ambiente não é hostil só para quem é alvo no campo. Quem protesta também relata
confusões até em jogos em que o time obteve a vitória. As arquibancadas têm
sido palco de discussões e até brigas quando torcedores protestam contra
atletas como Márcio Araújo e o treinador. Diante do Palmeiras, alguns que
criticavam foram agredidos por quem não concordava.

Xinguei muito. Aí juntava uma monte falando que não era pra vaiar. Que o cara
corria. Dava o sangue. Eu continuei vaiando. Mas um pai e um filho, na Leste,
foram agredidos – conta um torcedor que não quis se identificar.
O
clube registrou duas confusões desse molde. Os que são contra vaiar durante o
jogo e quem quer protestar mesmo assim. Outros torcedores foram interpelados
quando reclamaram dos erros contra o Palmeiras. Dois brigões chegaram a ser
levados para o Juizado Especial Criminal, conduzidos pela polícia.
A
exigência de que o Flamengo dê resultado com um time forte se vê potencializada
em um estádio com arquibancada tão próxima do campo como a Ilha do Urubu. Os seguranças
particulares atuam em um primeiro momento e atenuam os focos de tumulto, em
operação que até agora não teve erros. Mas até o presidente do Flamengo,
Eduardo Bandeira de Mello, tem se envolvido em confusão. Para ele a segurança
do clube funciona para evitar problemas. Mesmo assim o dirigente, ao descer dos
camarotes, já ouviu protestos e sempre responde.

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