Kleber Leite critica o Flamengo por não jogar de rubro-negro na Ilha

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Foto: Divulgação

KLEBER
LEITE
: Outro dia, na Ilha do Urubu, o Flamengo, como mandante, disputou uma
partida oficial – Campeonato Brasileiro – sem o uniforme rubro-negro.

Não
bastasse isso, utilizou o uniforme número dois – aquele da listra vertical – e,
sobre isso quero contar um depoimento do presidente do Atlético Paranaense,
Mario Celso Petraglia.
Num
papo informal, me disse ele que foi tarefa difícil dissociar a imagem do
Flamengo, pois a camisa do Atlético era rigorosamente igual à nossa. Não só o
uniforme rubro-negro, como também o número dois. A solução encontrada para
FUGIR DO FLAMENGO foi transformar as listras horizontais, em verticais. E assim
tem sido até hoje.
Agora,
o Flamengo que tem como marca registrada as listras horizontais, aparece com o
uniforme número dois com a listra vertical.
Caramba,
como se muda uma marca registrada e consagrada? E não é que o Flamengo deixou
de ser Flamengo para ser Atlético Paranaense, que luta até hoje para não ser
confundido com o Flamengo…
Agora
vem como terceiro uniforme a camisa amarela. Tudo isto começou na década de 90,
quando a Umbro fez uma pesquisa exclusivamente com torcedores rubro-negros, que
elegeram o azul como cor favorita.
Em
função da pesquisa, a Umbro lançou o terceiro uniforme, que tinha o azul como
base, porém, sem deixar o vermelho e preto de fora. A camisa ficou linda,
registrando o recorde de vendas da empresa inglesa no nosso continente. O
problema é que o produto foi colocado no mercado sem a aprovação do Conselho
Deliberativo que, quando convocado, reprovou a camisa, pois passava ao largo da
nossa tradição e das nossas cores. Vejam bem. O azul era a base e, tudo em cima
do azul era vermelho e preto. E, mais: o Conselho Deliberativo daquela época só
permitiu a utilização do terceiro uniforme em jogos festivos. Jamais em jogos
oficiais.
Agora,
vem o amarelo, sem nada de rubro-negro e, podendo ser utilizado em qualquer
competição, inclusive em jogos oficiais.
Com
todo respeito ao modernismo e, à vontade estou, pois adoro o novo, acho que
estamos passando do ponto. Não pode haver fato novo, por mais bonito que seja,
por mais resultado financeiro que proporcione, que agrida a tradição.
Além
disso, há uma enorme contradição. No exato momento em que o Flamengo entende
que deva invadir o mundo, se fazendo conhecer, provocando novas paixões em
continentes nunca antes atingidos pelo carisma do rubro-negro horizontal, jogar
de amarelo é de uma falta de visão Maracaneana…
Com
todo respeito…

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