Marcos Marinho ironiza o Santos e cobra provas: “Pago pra ver”

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Ricardo Oliveira, Diego e Guerrero em Santos x Flamengo – Foto: Ivan Storti/Santos FC

UOL: O
presidente da comissão de arbitragem da CBF, Marcos Marinho, disse que não
houve interferência externa junto aos árbitros em lance polêmico do jogo Santos
e Flamengo, nesta quarta (26), na Vila Belmiro.

Ele
cobrou provas do Santos, que enviou ofício à CBF pedindo a anulação da partida
acusando o repórter da TV Globo Eric Faria de ter “provocado” o quarto árbitro,
Flávio Rodrigues de Souza — pedido que não deve ter sucesso.
Foi
Souza quem avisou ao juiz principal, Leandro Vuaden, de que não havia sido pênalti
de Réver no santista Bruno Henrique – Vuaden, a princípio, anotou a penalidade.
Por meio de redes sociais Eric Faria negou que tenha dito algo a Souza.
“Se me
mostrarem alguém cochichando no ouvido do árbitro, vamos lá investigar. Mas eu
pago para ver. Tem um monte de gente tirando fotos, filmando, todo mundo vendo,
o campo do Santos é apertado, a área técnica fica ao lado do quarto árbitro. O
primeiro a ver se tivesse tido interferência seria o próprio Levir Culpi
[técnico do Santos]. Não houve interferência”, disse Marcos Marinho ao blog.
Ele
afirmou que todos os cuidados são tomados para evitar a interferência externa. 

“Os delegados das partidas foram proibidos de levar celular para campo. A
decisão do Vuaden, com base no que o Flávio falou, foi rápida, nem haveria
tempo para consulta de câmera, de imagem. Me provem que houve interferência,
que afastamos do futebol na hora”.

Marinho
contou o relato dos árbitros: “No momento que marcou o pênalti, o Vuaden não
teve certeza e pediu ao Flávio qual havia sido sua impressão no lance. O Flávio
disse que houve um toque na bola antes do contato com o atleta. O Vuaden estava
indeciso, sem certeza do lance, ele foi marcar já meio assim, será que foi,
será que não foi, e ouviu o quarto árbitro. Depois da consulta quem tomou a
decisão foi o Vuaden, e pronto”, disse o chefe da arbitragem brasileira.
Pela
postura da arbitragem na partida, disse Marinho, não há risco de punição. “Até
porque acertaram no lance”.

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