Mauro alerta Bandeira e critica protegidos: “Flamengo é coisa séria”

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Presidente Eduardo Bandeira e os “protegidos” no Flamengo – Foto: Divulgação

MAURO
CEZAR PEREIRA
: Aliados políticos, adversários, torcedores, os universitários, o
prefeito, Batman, Superman, Aquaman… Alguém precisa ajudar o presidente do
Flamengo. Mostrar para ele que não é preciso demonstrar força, ela a tem,
afinal, está no poder. Seu grande desafio é saber usá-la, ainda mais quando
incumbido da missão de comandar o futebol ao decidir acumular a
vice-presidência da pasta. Não é preciso ser do contra quando o assunto em
pauta é óbvio, caso dos jogadores que elegeu como seus “protegidos”.
Por que eles são mais criticados por uma razão muito simples: mesmo que se
esforcem, tecnicamente deixam a desejar, não estão no nível que o atual elenco
do Flamengo “pede”. Ao “proteger” esses atletas, ele
desprotege o time, enfraquece seu diretor de futebol e o próprio técnico, outro
“protegido”.

Não
creio que um treinador profissional queira ser visto assim. Zé Ricardo não
merece isso, por mais que seu desempenho atual possa ser questionado. E
obviamente ao “proteger” alguns, o dirigente desperta reações e
sentimentos diversos no grupo. Em qual ambiente de trabalho alguém que está ali
por ser queridinho do chefe faz bem à rotina, ao dia-a-dia? Quem além do
próprio “protegido” curte a situação na qual o melhor, o mais
competente, fica para trás porque alguém é privilegiado por cair nas graças do
manda-chuva? Um erro infantil, primário. Alguém deveria alerta-lo, por mais
evidente que seja. Da mesma forma, tomar posições irredutíveis para demonstrar
que não se curva às críticas de jornalistas é uma bobagem.
Como
todos, nós acertamos e erramos, nossas análises podem ajudar e atrapalhar quem
tenta detectar problemas e corrigir defeitos. Selecionar as boas críticas e
saber utilizá-las é outro desafio de quem ocupa cargo dessa importância.
Ficar
contra tudo e contra todos que pensam diferente da mente presidencial é uma
postura imatura. Não faz bem ao clube. Mas se a teimosia e os devaneios
derivados das delícias proporcionadas pelo poder forem mais fortes, muitos
torcedores pedirão que jornalistas passem a elogiar os “protegidos”.
Alguns já me fizeram tal solicitação. De minha parte não esperem isso. Seria
muito tolo, pueril, ingênuo. E o Flamengo é coisa séria.
Saudações!

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