MP pedirá interdição de São Januário e notificará Vasco e CBF.

25
Jogadores do Flamengo no gramado de São Januário – Foto: Divulgação

UOL: A
barbárie em São Januário pode custar muito caro para o Vasco. Além das punições
previstas pelo Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD no STJD, o clube
vai ter de lidar com uma denúncia do Ministério Público.

O UOL
Esporte apurou que o estádio pode ser interditado, em pedido do MP do Rio de
Janeiro à Justiça nesta segunda-feira (10). Posteriormente, em entrevista ao
“Sportv”, o promotor Rodrigo Terra confirmou a ação.
“Vamos
pedir a interdição de São Januário. Apenas a partir do momento em que forem
apresentados os planos estratégicos para grandes eventos é que a Justiça vai
examinar se estão de acordo”, disse.
Em
entrevista ao UOL Esporte, Rodrigo Terra confirmou a intenção e disse que vai
notificar também outras entidades que, em sua avaliação, precisam assumir a
responsabilidade. Entre elas a Confederação Brasileira de Futebol (CBF) e a
Federação Estadual do Rio de Janeiro (Ferj).
“Temos
que notificar, sim, as entidades como CBF e Federação do Rio. São muitas partes
envolvidas. E o Vasco também. Cada um com sua responsabilidade”, disse
Ao
final do jogo, o presidente Eurico Miranda pediu desculpas e afirmou que a
confusão teve um viés político.
“O
que aconteceu aqui não é Vasco. Isso não é Vasco. Estou apresentando meu pedido
de desculpas em nome do Vasco. Realmente o que aconteceu aqui é algo que não
tem nenhuma justificativa”, afirmou o cartola.
No
tumulto, um torcedor do Vasco morreu e outros três foram baleados.
STJD também deve pedir interdição
Além
da ameaça via STJD, São Januário corre o risco de ser interditado por uma ação
no STJD.  Em contato com a reportagem do
UOL, o procurador-geral do Superior Tribunal de Justiça Desportiva (STJD),
Felipe Bevilacqua, informou que o clube deve ser enquadrado no artigo 213 do
CBJD, existindo ainda a possibilidade de se anotar uma irregularidade no artigo
211 e até mesmo de uma interdição momentânea da casa cruzmaltina.
“Precisamos
avaliar muito bem e entender a origem. Vamos tentar ser ágeis. Podemos ter até
mesmo uma interdição provisória, além do posterior julgamento dos
artigos”, explicou.

COMENTÁRIOS: