“Nós não vemos o Flamengo como mídia”, diz Daniel Orlean

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Foto: Divulgação

MÁQUINA
DO ESPORTE
: “Nós
não vemos o Flamengo como mídia”. A frase foi dita por Daniel Orlean,
vice-presidente de marketing do Flamengo, em evento do Twitter na
segunda-feira. O dirigente usou como exemplo as redes sociais para dizer que o
clube é vendido ao mercado nacional como plataforma de engajamento com os
consumidores.

Quem
vê coletiva de imprensa de jogador do Flamengo, no entanto, vê que a realidade
está distante do que é propagado. O excesso de marcas que envolvem jogadores
não deixa dúvida: os parceiros do time buscam, prioritariamente, exposição de
marca.
Orlean
está longe de ser mentiroso. O dirigente, na verdade, tem a visão correta do
que é mais valioso dentro do esporte para as marcas interessadas. Sua concepção
de patrocínio em comparação ao que de fato acontece é uma mostra precisa do
quanto o mercado brasileiro ainda não está maduro.
Na
terça-feira, na Máquina do Esporte, houve o destaque às instituições de ensino
que usam os patrocínios para dar bolsas aos torcedores. O foco, inclusive, foi
a Yes, patrocinadora do próprio Flamengo. A empresa dará gratuidade a um grupo
de fãs do time carioca.
E aí
há uma diferença notável: são nesses casos que as parceiras comerciais dos
times conseguem mensurar um retorno financeiro no investimento esportivo que
não seja a exposição de mídia. É uma exceção segura e, portanto, usada mais de
uma vez.
O
grande desafio de Orlean e seus colegas é mostrar outros caminhos de retorno
palpável para seus parceiros comerciais. Não é simples essa mudança de
percepção do mercado, mas aos poucos os clubes têm mostrado os caminhos dessa
direção.

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