“O Flamengo passará a considerar Games um esporte”, diz Orlean

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Guerrero, Diego e Everton do Flamengo, no Pro Evolution Soccer – Foto: Reprodução

SPOTV:
O Flamengo já tem em mente quais serão os seus primeiros passos no esporte
eletrônico. Em entrevista ao quadro “Pro-Players” do SporTV, o
vice-presidente de marketing do clube, Daniel Orlean, detalhou as estratégias
iniciais do projeto, aprovado na semana passada pelos conselhos administrativo
e deliberativo. Tal qual antecipado pelo SporTV.com, o Rubro-Negro pretende
entrar no League of Legends já este ano, e isso se dará por meio de seletivas
em todo o território nacional para montar justamente uma equipe própria.

– A
gente começa com o LoL. Não vou dizer por qual circuito a gente começa, qual a
nossa estratégia, porque não quero entregar o jogo antes do lançamento, mas é
por aí. É LoL, é time próprio, é estrutura própria, é Flamengo. Isso que eu
acho que é importante. A gente quer ajudar o cenário e obviamente aprender com
esse cenário que é fantástico e eu já venho acompanhando há algum tempo –
declarou o dirigente.
Além
da formação de um time próprio de League of Legends, o Flamengo também tem
planos de levar a parceria que tem com a Konami – a produtora é dona dos
direitos exclusivos do clube nos games – para o cenário competitivo de Pro
Evolution Soccer, cujo atual campeão mundial é o brasileiro Guilherme
“GuiFera” Fonseca.
O
Flamengo é o quinto clube de futebol do Brasil a investir nos e-sports. Coube
ao Santos o pioneirismo no país, mantendo uma parceria com a Dexterity Team
desde 2015. O Remo teve um acordo de um ano de duração com a Brave. O ABC tem
atualmente dois times de League of Legends. E a investida mais recente antes da
rubro-negra foi a do Goiás, que em maio anunciou a contratação de dois
jogadores profissionais de Fifa (Lucas “Lucasrep” Gonçalves e Lucas
Tabata).
O investimento
no esporte eletrônico por parte de clubes de futebol é um fenômeno global que
surgiu no início de 2015, com a entrada do Besiktas, da Turquia, no League of
Legends. De lá para cá, diversos outros, sobretudo europeus, têm voltado suas
atenções cada vez mais para os e-sports. Clubes como o Wolfsburg, da Alemanha,
e o Manchester City, da Inglaterra, preferem manter a ligação com o futebol,
contratando apenas jogadores de Fifa ou Pro Evolution Soccer. No entanto,
outros, como o Paris Saint-Germain, que até tem um ciberatleta brasileiro de
Fifa (Rafael “Rafifa” Fortes), também se arriscam em outras
modalidades, como o próprio League of Legends.
CONFIRA
A ENTREVISTA NA ÍNTEGRA
Quando que a gente vai ver o Flamengo
entrando nos esportes eletrônicos? É já para o ano que vem, é no fim deste
ano?…
A
gente conseguiu aprovação nos nossos conselhos, nas instâncias do clube. Por
que a gente precisou dessa aprovação? Porque, mais que uma estratégia de
marketing, colocar o Flamengo em esportes eletrônicos representa criar uma nova
modalidade esportiva no clube. Da mesma maneira que temos futebol, remo,
basquete, ginástica artística… a gente passa a ter esportes eletrônicos. Isso
parece pouca coisa, mas é bastante representativo não só para o Flamengo,
acredito que para todo o cenário de jogos eletrônicos. O Flamengo passa a
considerar o esporte eletrônico um esporte. Eu sei que tem muita discussão sobre
o que é ou não é esporte. A gente mostra, com a nossa força, o quanto a gente
acredita nisso, o quanto a gente valoriza todos os profissionais que trabalham
nesse setor. Após essa aprovação, e obviamente respondendo a pergunta, o
Flamengo tem alguns dias aí para fazer um lançamento oficial e começar o
primeiro passo do nosso projeto, que é uma grande seletiva nacional onde a
gente vai escolher alguns atletas que vão passar a fazer parte do nosso elenco.
A gente vai dividir o nosso elenco entre profissionais que já estão atuando no
mercado e talentos que têm potencial e interesse em representar o Flamengo
nesse cenário. A gente vai ter coisas acontecendo em agosto, setembro e
outubro. A partir daí, com o nosso time já afunilado e com patrocinadores dentro
do processo, a gente divulga quais serão os nossos próximos passos.
Então o Flamengo vai ser o primeiro time a
de fato ter uma estrutura de esportes eletrônicos. O Flamengo vai criar essa
estrutura dentro do próprio clube.
Exatamente.
Essa estrutura é dentro do clube. O time é próprio, não é o uso do nome do
Flamengo por um time já existente, o que não impede que a gente faça parcerias
no futuro. A gente quer montar o nosso próprio time. A nossa estrutura conta
com profissionais que já conhecem bastante o marketing esportivo, que nos dá
uma alavanca para trazer patrocinadores atuais e futuros, e com gamers do
mercado representando uma empresa, que é a nossa parceira, a Cursor Esports, do
grupo da Go4it, que vão nos ajudar a transitar por esse caminho.  O mais legal disso tudo é que conseguimos
juntar profissionais fantásticos, para que a gente tenha cabeças diferentes,
ideias diferentes, trabalhando num mesmo objetivo, que é fazer o Flamengo forte
em esportes eletrônicos.
E vocês têm ideia por onde vão começar?
Vai ser no League of Legends, no Circuito Desafiante, já vão atrás de uma vaga
no CBLoL mesmo? Ou outros e-sports que têm em mente? Ou nada disso pode ser
falado?
O LoL
já é oficial. Eu até anunciei no Twitter. Na verdade o clube anunciou e eu
comemorei no Twitter. Mas como lá as coisas acontecem muito rápido, a primeira
notícia que apareceu foi eu comemorando no Twitter. Foi na verdade uma vitória.
Eu venho do telejogo, do Atari, do jogo no computador, passei por várias
gerações de consoles diferentes. Para mim, de fato é uma vitória do Flamengo
estar lá. A gente também tem o futebol eletrônico, que a gente tem uma parceria
com o PES há bastante tempo. O LoL é o nosso principal foco nesse sentido. É o
esporte eletrônico que tem atraído bastante audiência, investimento, pessoas se
engajando. É o que gera maior engajamento. A gente começa com o LoL. Não vou
dizer por qual circuito a gente começa, qual a nossa estratégia, porque não
quero entregar o jogo antes do lançamento, mas é por aí. É LoL, é time próprio,
é estrutura própria, é Flamengo. Isso que eu acho que é importante. A gente
quer ajudar o cenário e obviamente aprender com esse cenário que é fantástico e
eu já venho acompanhando há algum tempo.

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