O Flamengo tem líder?

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Guerrero, camisa 9, comemorando gol pelo Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

FALANDO DE FLAMENGO: Por Thiago Nascimento

Após
muito sufoco durante os 90 minutos, o Flamengo saiu da Vila Belmiro
classificado para mais uma semifinal de Copa do Brasil.
Jogo
esse que em muitos momentos, fez com que os torcedores Rubro Negros lembrassem
de eliminações vexatórias que ocorreram recentemente. E entre elas estão a
Libertadores de 2017, a Sul-Americana de 2016 e também a eliminação da mesma
Copa do Brasil em 2014.
É
evidente que situações como essas podem acontecer no futebol… Mas não no
Flamengo!
E por
quê no Mais Querido, situações assim não podem acontecer? Porquê no Flamengo
não é permitido ser apáticodentro de campo. A História vencedora do clube
demonstra isso. E a nossa torcida também não permite que os times se comportem
assim.
Essa
apatia não pode estar contida no nosso DNA.
O que
mais entristece, é que essa atitude apática, parece ter contaminado todo o
futebol do clube. Até mesmo nas vitórias.
É
perceptível que os times recentes do Flamengo, não possuem raça, brio, e honra.
Afinal de contas, ninguém pode envergar a camisa do Flamengo simplesmente por
envergar… Pois é preciso ter Raça, Disposição, Amor e muita vontade de vestir e
honrar o Manto Rubro Negro.
O jogo
de ontem, é mais um exemplo desse tipo de atitude que paira sobre o futebol de
clube.
Será
que existe algum líder no atual elenco do Flamengo? Não digo um líder técnico.
E sim, um líder que cobra do grupo de jogadores e até mesmo de outros
funcionários.
Em
muitas das vezes, um elenco possui um jogador que por vezes é reserva ou pouco
é relacionado para as partidas, mas que mesmo assim, exerce uma fundamental
liderança sobre o grupo com atitudes fortes. Sempre em prol da boa mudança.
Pegunto
isso porquê no jogo de ontem:
– O
técnico tira o goleiro titular e põe o reserva, e esse mesmo falha. Ninguém
esbraveja e acha normal.
– O
time possui bons nomes no elenco atual a sua disposição. Mas ainda assim,o
técnico escala o Márcio Araújo, o Vaz, o Gabriel e o próprio Muralha. E ninguém
esbraveja e acha normal.
– O
time pode perder para se classificar, e ainda assim perde por 4 a 2 e quase é
eliminado. E ninguém esbraveja e acha normal.
– O
técnico tira o Berrío e põe o Rodinei. O time fica com três laterais. E ninguém
esbraveja e acha normal.
– O
Márcio Araújo leva o cartão amarelo, e quem o técnico substitui? O Cuellar! E
ninguém esbraveja e acha normal.
– No
pós jogo, o técnico elogia um goleiro que voltou para a titularidade, mas que
continua falhando muito nas saídas de bola. E ninguém esbraveja e acha normal.
– O
time se classifica para mais uma semifinal e após esse feito, a torcida não vê
ninguém da gestão do futebol exercer uma fala incisiva para a imprensa e
especialmente para a torcida do Flamengo sobre a forma como o time se
classificou para a próxima fase da Copa do Brasil.

Uma fala com esse tom, seria importantíssima.
Não somente para cobrar todos os envolvidos pela atuação esdrúxula de ontem,
que por pouco não culminou mais uma eliminação… mas também para promover os
próximos dois jogos da semifinal com uma convocação para a torcida Rubro Negra
comparecer em massa. Não apenas para torcer, mas também para fazer aquela linda
festa que só a torcida do Flamengo sabe fazer. Afinal de contas, posições
institucionais como essas, são importantíssimas.
Até
aquela provocada sadia no rival que sempre marcou o nosso futebol brasileiro,
não ocorreu.
A
reflexão que fica é: O futebol do Flamengo possui algum líder?
Saudações
Rubro Negras.

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