Obrigação de título mantêm Zé Ricardo pressionado no Flamengo

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Zé Ricardo, técnico do Flamengo, e Cléber dos Santos, seu auxiliar – Foto: Gilvan de Souza

UOL: A
sofrida vitória sobre o Coritiba foi fundamental para os planos do Flamengo no
Campeonato Brasileiro. O placar de 2 a 1 – com gol de pênalti de Everton
Ribeiro nos acréscimos -, no entanto, não apresentou a esperada evolução da
equipe. Pelo contrário. O Rubro-negro segue com dificuldades de desenvolver o
jogo, panorama que mantém o técnico Zé Ricardo pressionado e como o principal
alvo da torcida.

O
Flamengo, mais uma vez, se mostrou desorganizado, principalmente após o gol de
empate do Coxa no começo do segundo tempo. Mais uma falha da defesa, assim como
já ocorreu nos recentes tropeços contra Cruzeiro e Palmeiras.
A
ansiedade em se recuperar no Campeonato Brasileiro e a obrigação de conquistar
um título de expressão na temporada também cobraram um preço alto na partida. A
bola “queimou” nos pés dos jogadores em diversas oportunidades. Com
nomes importantes poupados, casos de Diego, Réver e Everton, coube ao time
tentar se reinventar em meio ao desespero dos jogos em casa quando as coisas
não vão lá muito bem.

Ricardo fez alterações preocupado com o desgaste físico e pela importância do
confronto de quarta-feira (26), contra o Santos, pela Copa do Brasil. Para o
Rubro-negro, que lida com a necessidade de vencer um grande título em 2017,
confirmar a vaga nas semifinais é questão obrigatória para manter a meta viva e
o departamento de futebol intacto.
São
aspectos delicados que Zé Ricardo lida em um momento de definições no Flamengo.
O técnico sofre pressão desde a eliminação precoce na Copa Libertadores e está
longe de ser unanimidade no clube. Por outro lado, conta com o respaldo do trio
que comanda o futebol, formado pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello, pelo
diretor-geral Fred Luz e pelo executivo Rodrigo Caetano.
Mas é
fato que a performance distante do investimento realizado incomoda. O Flamengo
falhou nos confrontos diretos contra Grêmio, Cruzeiro e Palmeiras e sofreu para
bater um Coritiba que briga na parte de baixo da tabela. Foi necessário um
pênalti infantil do zagueiro em Vinicius Júnior para isso. Coube ao meia
Everton Ribeiro aliviar técnico e torcida.
“A
ansiedade atrapalha um pouco. O gol cedo do Coritiba tirou a tranquilidade. Foi
um momento crítico. O adversário teve oportunidades, mas depois nos
equilibramos emocionalmente e controlamos o jogo. Tivemos bola na trave, gol
anulado e chegamos ao gol da vitória”, explicou Zé Ricardo.
Apesar
de comemorar o resultado, a torcida demonstrou mais uma vez a insatisfação. O
treinador deixou o gramado aos gritos de “Fora, Zé Ricardo” e diante
de algumas vaias. Nem todos os torcedores concordaram, mas o panorama deixou de
ser leve nos últimos jogos do Flamengo na Ilha do Urubu.
As
emoções estão à flor da pele. Um exemplo ocorreu após os 25min do segundo
tempo. Com o placar em 1 a 1, a segurança foi reforçada na área das cabines e
camarotes, locais com presenças de dirigentes. O clube tomou cuidado para
evitar possíveis manifestações violentas em caso de novo tropeço.
Na
mesma área, porém, o presidente Eduardo Bandeira de Mello era chamado de
“melhor do Brasil” no intervalo, poucos minutos antes da
movimentação. Com a vitória, os seguranças se retiraram aos poucos e mantiveram
a atenção.
Na
panela de pressão rubro-negra, uma vitória diminui a intensidade do fogo, mas
não apaga os ânimos. Principalmente quando se tem um dos considerados melhores
elencos do Brasil e a obrigação de triunfar. Zé Ricardo que o diga.

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