Polícia dá aval para Flamengo e Bota jogarem na Ilha e no Engenhão

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Torcida do Flamengo na Ilha do Urubu – Reginaldo Pimenta/Raw Image/Gazeta Press

MARLUCI
MARTINS
: O sorteio de mandos de campo para as semifinais da Copa do Brasil será
na segunda-feira, e a disputa entre Botafogo e Flamengo já começou nos
bastidores. O Alvinegro não abre mão de disputar no Engenhão um dos jogos da
semifinal. Já o Rubro-Negro escolheu a Ilha do Urubu. Na avaliação do
Grupamento Especial de Policiamento em Estádios (Gepe), os jogos, nos dias 16 e
23 de agosto, podem ser disputados em qualquer um desses estádios – e o
Maracanã também seria viável. Apesar da rivalidade entre os dois clubes, a
corporação tem condição de garantir a segurança dos torcedores nas partidas
consideradas de alto risco.

– Pode
ser em qualquer lugar – afirmou o major Sílvio Luiz, comandante do Gepe: – Um
jogo desses sempre é de risco. Qualquer clássico é, quando um grupo de
torcedores quer burlar a escolta. A gente vai tomar todas as providência
sempre. Estou dando um posicionamento meu, mas a corporação até a data do jogo
pode entender de forma diferente.
Comandante explica falta de efetivo
policial nas finais do sub-20
O
comandante do Gepe ratificou ainda o posicionamento a respeito das finais do
Estadual Sub-20, entre Vasco e Flamengo, ainda sem data.
– O
Sub-20 é amador. O estatuto do torcedor não se aplica ao futebol amador. A
polícia não tem obrigação, neste caso, de colocar seu efetivo no estádio. Tanto
que os clubes marcam esses jogos também para estádios que não têm os laudos…
Gávea, Laranjeiras…
Uma
reunião entre os clubes envolvidos e a Federação de Futebol do Rio (Ferj)
definirá, no dia 10, toda a logística das finais.
– Com
todo respeito que temos ao Gepe, louvor ao seu trabalho indiscutível e
entendermos como batalhão indispensável aos eventos, nos parece como
equivocadas algumas de suas colocações – manifestou-se o presidente da Ferj,
Rubens Lopes, em mensagem ao Blog Extracampo: – A sociedade está perdendo para
a violência, e de 7 x1. Infelizmente o futebol está inserido nesse contexto,
muitas vezes utilizado como caixa de ressonância e eleito como o “patinho
feio”.

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