Quem seria o substituto de Zé Ricardo no Flamengo?

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Zé Ricardo, técnico do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

VEJA: No
instante seguinte ao apito final do empate entre Flamengo e Palmeiras (2 a 2),
no Ninho do Urubu, o grito veio forte: “Fora, Zé Ricardo!” A vitória escapou no
pênalti perdido pelo ídolo Diego, apoiado pela torcida após o erro. Já o jovem
treinador não conta com a mesma paciência.

Apesar
de garantido publicamente pelo presidente Eduardo Bandeira de Mello — que
inclusive discutiu com torcedores por ele —, sabemos que no futebol brasileiro
a palavra se sustenta por uma rodada apenas. Portanto, Zé Ricardo está sim na
berlinda. Quando a galera clama por sua saída, entretanto, nenhum nome surge
com a mesma força. E fica a questão: vale a pena resolver um suposto problema e
criar outro?
Disponível
no mercado, não há nenhum nome que caia de imediato no gosto da exigente
torcida rubro-negra. A não ser que ela decline ao carisma do folclórico Joel
Santana, recém-anunciado no pequeno Black Gold Oil, dos Estados Unidos, mas que
voltaria correndo se o chamassem. Sempre desejado quando disponível, o agora
são-paulino Dorival Júnior esteve dando sopa até outro dia, mas a forma como
saiu do Flamengo em 2013 transformaria sua volta em contradição.
Outros
ex-treinadores rubro-negros estão livres, mas longe da lista de desejos, como
Ney Franco e Cristóvão Borges. Certeza de já chegar contestado… Entre nomes
inéditos, só apostas. Apesar do currículo de bicampeão brasileiro pelo
Cruzeiro, Marcelo Oliveira tem a bagunça tática do Atlético Mineiro de 2016
como recente cartão de visitas. Se Zé Ricardo é criticado pela inexperiência, o
novato Rogério Ceni não pode nem ser cogitado… Tampouco o ousado Fernando
Diniz, ainda sem passagem por clube grande. Sobra Vagner Mancini, que não
contou com a paciência da enlutada torcida da Chapecoense…
Alguém
disse Celso Roth? Emerson Leão? O primeiro seria chamado de retranqueiro no
quinto minuto de jogo; o segundo, historicamente, não se dá com elencos
galáticos, como esta exagerada reunião de meias de renome que encostou Conca e
Ederson.
Considerando-se
que a adaptação de um treinador estrangeiro com a temporada em andamento seria
desastrosa — e as experiências recentes de outros clubes desencorajam —, a
última opção seria abordar profissionais empregados. Cuca (Palmeiras), Renato
(Grêmio) e Carille (Corinthians) certamente fora desse leque. Jorginho, ídolo
dos anos 80, faz trabalho interessante no Bahia. Em 2013, entretanto, durou 14
partidas. O declarado flamenguista Vanderlei Luxemburgo briga pelo G-6 no
Sport. Seria aplaudido por muitos e teria a desconfiança de outros tantos.
Roger Machado caiu nesta quinta do Atlético Mineiro, mas, se não fez o
estrelado Galo jogar, por que o faria no Urubu?
A
melhor opção para o Flamengo e sua torcida é voltar a vencer. A troca com a
bola em jogo pode ser mais desastrosa do que as cobranças de falta de Rafael
Vaz.

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