Rafael Vaz não consegue substituir Rhodolfo à altura no Flamengo

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Rafael Vaz e Roger Guedes em Flamengo x Palmeiras – Foto: Buda Mendes/Getty Images

GOAL: Por
Tauan Ambrosio

“Final
de Copa do Mundo”. Foi assim que Zé Ricardo se referiu ao jogo contra o
Palmeiras, na véspera da partida que terminou empatada em 2 a 2 na última quarta-feira
(20). O resultado deixou os torcedores rubro-negros revoltados, e aumentou
ainda mais a pressão em cima do treinador.
Descontentamento
geral após o terceiro jogo sem vitórias. A sequência não é a pior do time no
Brasileirão 2017 [ficou quatro jogos sem vencer, entre três empates e uma
derrota da rodada 3 até a 6], mas representa um ponto importante – e de alerta
– no time com elenco mais valioso do país.
O
cenário dos gols palmeirenses foi o mesmo do gol sofrido no empate para o
Cruzeiro, uma rodada antes. E de outros dois tentos sofridos ao longo do
Brasileirão. Terceira melhor defesa do campeonato – era a segunda até sofrer os
gols alviverdes -, 5 dos 12 gols tomados pelo Flamengo vieram em contra-ataques
adversários. Mas por que a equipe de Zé Ricardo tem sido pega tantas vezes com
“a calça curta”, como dizem no jargão boleiro?
Pra cima deles, Mengão!
Considerado
um dos times mais técnicos do país, o Flamengo é a equipe que mais retém a bola
até a 15ª rodada do Brasileirão – média de 57,9% de posse de bola – e tem um
bom aproveitamento nos passes trocados dentro do campo adversário [76,6%, menos
apenas ao do São Paulo – ou seja, não é isso que vai dizer se o seu time está
bem ou não].
Além
disso, é o time que menos sofreu tiros a gol em toda a competição. A frieza dos
números aponta que a equipe comandada por Zé Ricardo tem uma defesa sólida. No
entanto, curiosamente passou a levar mais gols após a lesão de Rhodolfo.
Rhodolfodependência?
Embora
tenha feito apenas quatro partidas, e seja um dos defensores com menos minutos
acumulados nas três rodadas em que foi titular [Bahia, São Paulo e Vasco], com
Rhodolfo em campo o Flamengo não foi vencido e marcou a sua melhor sequência
defensiva até aqui – o único gol sofrido foi na goleada por 5 a 1 sobre a
Chapecoense, na qual o zagueiro entrou no segundo tempo.

Ainda
que os gols sofridos contra Palmeiras e Cruzeiro tenham mostrado os espaços
grandes entre os volantes e zagueiros, além de terem explorado os espaços
deixados pelos laterais, Rafael Vaz não está conseguindo suprir da melhor maneira
a ausência de Rhodolfo. Entretanto, será apenas quando retornar o camisa 44 que
saberemos se é ele a peça que falta para deixar a defesa rubro-negra mais
segura e menos suscetível aos gols adversários.
ao

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