Teimosias de Zé Ricardo quase custam classificação do Flamengo

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Alex Muralha, goleiro do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

UOL: O
Flamengo está nas semifinais da Copa do Brasil. A classificação foi comemorada
pela torcida, mas com dose considerável de revolta após a derrota por 4 a 2
para o Santos, na última quarta-feira (26), na Vila Belmiro. O retrato da
insatisfação esteve principalmente na dupla Zé Ricardo e Alex Muralha. Ambos
seguidos de perto por Rafael Vaz, responsável por um escanteio desnecessário
que resultou no segundo do gol do Peixe.

O
goleiro teve uma atuação absolutamente insegura durante toda a partida e falhou
nos dois gols de Copete – o segundo e o quarto do Santos. Primeiro não
conseguiu defender o cabeceio do rival. Depois, vacilou em uma saída errada do
gol. A atuação abaixo da média de uma peça-chave quase custou a vaga na
semifinal da Copa do Brasil, tragédia anunciada para um Flamengo pressionado na
busca por títulos de expressão.
Mas a
história do retorno de Muralha à meta rubro-negra envolve mais do que a escolha
por um goleiro experiente para o jogo decisivo, segundo apuração do UOL
Esporte. Primeira opção em 2016 e em quase todo o primeiro semestre, ele não
entrava em campo desde 7 de junho, quando o Flamengo perdeu para o Sport por 2
a 0, pelo Campeonato Brasileiro. Sem clima com a torcida e em momento técnico
ruim, o goleiro perdeu a posição para o jovem Thiago.
O
substituto também não teve uma sequência boa. Manifestou insegurança
preocupante e fez a diretoria ir ao mercado para contratar Diego Alves, que
será o titular absoluto no Brasileirão e na Copa Sul-Americana – as inscrições
da Copa do Brasil terminaram em abril. Com a proximidade da estreia de um dos
goleiros cotados para defender o Brasil na Copa do Mundo de 2018, uma decisão
precisava ser tomada nos bastidores do Flamengo.
Quem
seria o reserva imediato de Diego Alves? A escolha começou a ser feita na
segunda-feira (24), quando a sinalização de que Muralha jogaria contra o Santos
circulava pelo Ninho do Urubu. A opção da comissão técnica foi sintomática. A
ideia era deixar o goleiro mais experiente, que até já esteve na seleção
brasileira, como substituto natural do titular recém-contratado. Colocá-lo em
campo no jogo decisivo, então, era abrir caminho para uma passagem natural de
bastão para Diego Alves mais adiante, com ele como primeira opção.
O
investimento em Muralha foi maior, o salário é superior ao recebido por Thiago
e existe a expectativa de que ele ainda possa voltar aos melhores dias. O mais
jovem tem tempo para evoluir em todos os aspectos e seguir como uma opção no
Rubro-negro. A escolha por Alex Muralha indicou o caminho pretendido pelo
Flamengo para a posição. Quase custou caro, irritou bastante a maior parte da
torcida, mas a vaga na semifinal foi garantida com todos os sustos e até
flashes das recentes eliminações.
Questionado
após o jogo sobre a atuação de Muralha, o técnico Zé Ricardo o elogiou e disse
que a situação será avaliada para o confronto contra o Corinthians, domingo
(30), pelo Campeonato Brasileiro. Se o plano definido for mantido, no entanto,
o responsável pela meta flamenguista diante do Santos assistirá à estreia de
Diego Alves do banco de reservas.
“Temos
goleiros de alto nível no Flamengo. O Muralha não chegou na seleção brasileira
à toa. Ele chegou pelos seus méritos. Precisou sair e treinou bastante, se
recondicionou. Fez treinamentos de alto nível e achamos que era o momento de
retornar em um jogo difícil. De nível emocional bastante alto também. Acho que
ele foi bem, as participações dele nas bolas foram boas. Vamos avaliar certinho
para domingo”, encerrou.

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