“Um dia espero voltar. O Flamengo é a minha casa”, diz Samir

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Zagueiro Samir atualmente defende a Udinese – Foto: Giuseppe Bellini/Getty Images

LANCE:
A máxima “craque o Flamengo faz em casa” se fez valer com Samir.
Veloz e com boa saída de bola, o zagueiro subiu ao profissional em 2013, caindo
ligeiramente nas graças do torcedor. No mesmo ano, foi campeão da Copa da Brasil
e, após altos e baixos, deixou o Rubro-Negro rumo à Udinese, da Itália, por 4
milhões de euros (cerca de R$ 16 milhões), no fim de 2015.

Hoje,
Samir vive ótima fase em Údine, onde passou a ter oportunidades após pavimentar
sua trajetória emprestado ao modesto Hellas Verona. Em entrevista ao LANCE!, o
defensor deixou claro que o Fla segue como sua “casa”, e que “um
dia” fará valer outra máxima: “O bom filho à casa torna”.
– Não
só passei pelo Flamengo, fiz a minha história no clube. Lembro como se fosse
hoje o professor Jayme (de Almeida) chegando no meu quarto e perguntando: ‘Seu
momento chegou. Está pronto?’. Tive mais altos do que baixos, tive muitas
lesões, poderia ter dado muito mais, peço até desculpas à Nação se cometi
alguns erros, mas estava sempre tentando ajudar. Agradeço de coração por tudo o
que fizeram por mim, fazem e ainda farão. Tudo que tenho e conquistei foi
através do Flamengo. Um dia espero voltar, porque é a minha casa – comentou
Samir, enaltecendo a atual gestão flamenguista:
– O Flamengo
hoje é uma das maiores potências do futebol brasileiro economicamente. Em
relação a clube e torcida, sempre foi. Adquiriu um poder econômico incrível.
Tiro o chapéu para essa diretoria. Mas isso não é de hoje. Desde 2013 até eu
sair, só tive o salário atrasado uma vez. Mesmo assim, a diretoria reuniu todos
nós no vestiário e falou que na semana seguinte, no dia tal, estaria na conta.
E não deu outra. O que o Flamengo é hoje é graças ao presidente e à diretoria
que está lá. Entraram só visando o melhor para o clube. Olha quantos jogadores
de peso chegaram: Guerrero, Diego, Everton Ribeiro, Juan de volta… –
prosseguiu.
Quando
questionado sobre as correntes opções de Zé Ricardo para a zaga, Samir,
espirituoso, optou por não se comprometer, mesmo estando a milhares de
quilômetros de distância. No entanto, rasgou elogios ao técnico novato, que o
comandou nos tempos de base.
– Eu o
conheço desde quando era técnico do Audax. Fui jogador dele. O Zé está ali
porque é merecedor, não chegou à toa e tem estrela. Trabalhou muito e chegou a
oportunidade, mesmo tendo que tem que matar uns cinco leões por dia para provar
sua capacidade. Dá para perceber que tem o grupo na mão. Só tenho a agradecer o
que fez por mim e o que tem feito pelo nosso Mengão – salientou o atleta de 22
anos.
Como a
conversa tem como pilares joia e Flamengo, Samir não fugiu da opinião a
respeito de Vinícius Júnior, seu amigo e conterrâneo – e, é claro, principal
promessa da base do clube carioca atualmente.

Algumas pessoas me perguntam a respeito dele. Nem tanto como jogador, mas
impressionados com o valor investido, como puderam pagar tanto por ele. Aí eu
explico que conheço bem o Vinícius, a história dele, é meu amigo, temos o mesmo
empresário, já viajamos juntos… É um menino tranquilo. Tudo que está
acontecendo não vai subir à cabeça, porque tem uma família espetacular. De vez
em quando, dou uns toques, mas ele é muito focado.

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