Zé Ricardo não deve sobreviver a novo tropeço do Flamengo

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Zé Ricardo, treinador do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

GILMAR
FERREIRA
: Era evidente que um novo tropeço do Flamengo na Arena do Urubu
deixaria Zé Ricardo em situação embaraçosa.

Senão,
vejamos: expectativa grande por conta da seleção montada por Rodrigo Caetano,
casa lotada à espera do triunfo, terceiro jogo seguido sem vitória…
Qualquer
técnico sairia chamuscado num cenário como esse.
A
torcida rubro-negra não aceita que a “Sele-Fla” seja dirigida por um
treinador sem grife, e desconta no “prata-da-casa”.
Mesmo
que ele tenha perdido apenas 13 das 84 partidas oficiais em que comandou o time
_ venceu 47 e empatou 24.
ESTÁ
CERTA a torcida quando cobra do Flamengo um time ofensivo, determinado a vencer
os jogos e que apresente bom nível técnico.
Mas se
equivoca quando atribui unicamente ao treinador a culpa pela ausência de
vitórias.
E
exagera quando diz que não houve evolução de 2016 para 2017.
Pois
houve.
Na
quinta rodada do Brasileiro do ano passado, o time ocupava a sexta posição, com
24 pontos, sete vitórias, cinco derrotas e dois empates.
Agora,
é o quarto, com 25, seis vitórias, sete empates e duas derrotas.
Venceu
uma a menos, mas também perdeu três a menos…
Empatou
cinco a mais, é verdade.
ATÉ
ENTÃO, a queixa da torcida era para o excessivo número de gols que o time
sofria _ em especial nas bolas aéreas.
Tinha
18 gols feitos e 18 contra, e hoje tem dez de saldo, com 22 marcados e 12
sofridos.
É
amostra inegável de que o time evoluiu, embora o número de empates comprometa o
todo.
A
queda de produção de jogadores de meio-campo como Willian Arão, hoje barrado, e
Diego explicam muito da “ofensividade estéril” do Flamengo.
Berrío
não trouxe a resposta desejada e a dupla Everton Ribeiro e Geuvânio ainda
buscam a regularidade.
SE
ANALISADA com frieza, a série de cinco jogos contra São Paulo, Vasco, Grêmio,
Cruzeiro e Palmeiras foi a mais difícil encarada entre os postulantes ao
título.
E os
oito pontos (53%) conquistados não estão longe da média de aproveitamento para
quem briga na parte de cima da tabela.
Ainda
assim, o cenário não é dos mais favoráveis.
Pois,
curiosamente, três dos quatro primeiros do ano passado não atravessam bom
momento.
Dorival
Júnior caiu no Santos, Roger foi demitido pelo Atlético-MG e até o
“inquestionável” Cuca é visto de soslaio pelos palmeirenses.
O
outro, evidentemente, é Zé Ricardo.
É
grande a pressão para a demissão do treinador e não dá para prever até quando
Eduardo Bandeira e Rodrigo Caetano suportarão.
Um
novo tropeço será fatal…

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