Zé Ricardo se apoia em Bandeira, Caetano e Fred Luz no Flamengo

13
Zé Ricardo e Rodrigo Caetano, no Flamengo – Foto: Reprodução

COLUNA
DO FLAMENGO
: A vida de técnico de futebol não é nada fácil. Um dia é ídolo, no
outro, é chamado de burro. Desde que assumiu o Flamengo, em maio do ano
passado, Zé Ricardo tem convivido com essa “montanha russa” de sentimentos.
Alçado à condição de um dos maiores representantes da nova geração de técnicos,
após o terceiro lugar no Campeonato Brasileiro de 2016, o comandante perdeu
prestígio ao ser eliminado precocemente da Taça Libertadores e por não
conseguir dar padrão de jogo à equipe.

Após o
empate por 2 a 2 contra o Palmeiras, na última quarta-feira, na Ilha do Urubu,
milhares de torcedores presentes ao estádio pediram a saída do comandante.
Internamente, algumas alas do clube também são favoráveis à mudança na comissão
técnica. Entretanto, os descontentes não conseguiram convencer os principais
nomes da gestão rubro-negra de que a troca será benéfica.
O
presidente Eduardo Bandeira de Mello, o diretor-geral Fred Luz e o diretor
executivo Rodrigo Caetano, são contrários à mudança no meio da temporada. Eles
se baseiam em dois argumentos. Primeiro, que não há ninguém melhor disponível
no mercado e que o elenco é qualificado, portanto, da mesma forma que vai ter
oscilações, pode se recuperar ao longo da temporada.
Outro
ponto que ajuda a manutenção de Zé Ricardo é o apoio dos jogadores. Tanto nas
entrevistas coletivas, quanto no dia a dia, percebe-se que os atletas confiam
no comandante. Mesmo jogadores como Vinicius Júnior e Berrío, que vinham sendo
utilizados constantemente e perderam espaço para as chegas de Éverton Ribeiro e
Geuvânio, não perderam a confiança no técnico. A “meritocracia” do treinador ainda
é pautada de acordo com o desempenho nos treinamentos.
O
dilema de toda a comissão técnica é manter um padrão no time. A expectativa é
de um Flamengo que tenha a posse de bola, busque sempre o ataque e tenha a
defesa bem postada. Uma formação mais conservadora é descartada no momento,
para não atiçar ainda mais a irritação da torcida.
Mesmo
com os altos investimentos, os craques não tem sido tão decisivos como
antigamente. Para piorar o cenário, disputando quatro competições paralelas
(Campeonato Brasileiro, Copa do Brasil, Copa Sul-Americana e Primeira Liga), o
tempo para treinar é curto, dificultando ainda mais o encaixe da equipe.
Apesar
dos problemas e da pressão, o Flamengo volta a campo pelo Campeonato Brasileiro
neste final de semana. No sábado (22), às 19h, recebe o Coritiba, na Ilha do
Urubu.

COMENTÁRIOS:

DEIXE UMA RESPOSTA

Please enter your comment!
Please enter your name here