As semifinais da Copa do Brasil

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Botafogo x Flamengo – Foto: Divulgação

PC
VASCONCELLOS
: Olá,

É
possível enxergar várias diferenças entre os dois clássicos pelas semifinais da
Copa do Brasil nesta quarta-feira. O que será disputado entre Botafogo e
Flamengo carrega a rivalidade local, o encontro no dia a dia, a provocação que
não sai do cotidiano. Já a disputa entre Gremio x Cruzeiro tem outra conotação.
O clima que cerca um e outro pode não ser determinante no comportamento dentro
de campo, mas no caso do jogo doméstico sempre tem um peso.
O jogo
marcado para o Nilton Santos e o Maracanã carrega uma rivalidade de décadas.
Nos últimos anos, a vantagem obtida pelo Flamengo deixa este mais confiante
sempre que há uma partida decisiva com o Botafogo. O histórico recente mostra a
vantagem. Por causa desse otimismo que compreensívelmente toma  conta dos rubro-negros, além de possuir um
elenco mais qualificado do ponto de vista individual, será necessário um
trabalho mental maior por parte do Botafogo.
Noto
que dos três rivais do Flamengo, o Fluminense e o único que, independentemente
do tamanho e da qualidade do seu time, sempre entra em campo mais confiante do
que inseguro contra o Flamengo em jogos decisivos. Vejo que tanto o Botafogo
quanto o Vasco não conseguem, fora e dentro do campo, o que o Fluminense
alcança. Basta lembrar a final da Taça Guanabara. E a final do Campeonato
Estadual tem um gol no mínimo discutível a favor do Flamengo.
Já o
clássico entre Grêmio e Cruzeiro não tem o sabor do dia a dia. A ausência da
cor local não tira peso e nem importância. Mas modifica o olhar do jogador.
Quem anda pelas ruas de Porto Alegre não esbarra com um cruzeirense em cada
esquina e quem caminha por Belo Horizonte não vê um gremista aqui e outro ali.
É bobagem fazer qualquer previsão, mas se existe um time, em razão da memória
recente dos confrontos, que se sente mais seguro e crente é o Flamengo.
Entendimento

escrevi algumas vezes que os trabalhos realizados por Eduardo Bandeira de Mello
e equipe e Carlos Eduardo Pereira e equipe à frente de Flamengo e Botafogo,
respectivamente, são elogiáveis. Críticas sempre existirão, mas o todo é
favorável. Nos próximos dias, eles, duas pessoas que vejo sérias e sem arroubos
tão comuns a velhos cartolas precisarão fazer um esforço e estarem atentos às
armadilhas que jogos como esse apresentam. Precisam ser porta-vozes do
entendimento, valorizando a disputa, mas entendendo que os selvagens, as bestas
e os bandidos precisam apenas de uma letra mal colocada para entrarem em ação.

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