Botafogo e Flamengo marcam momentos opostos no gol

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Foto: Reprodução

GLOBO
ESPORTE
: A máxima “todo bom time começa por um bom goleiro” pode
ilustrar a diferença entre Botafogo e Flamengo em 2017. Do Rubro-Negro, que
muito se esperava, decepções e irregularidade debaixo das traves. No time de
Jair Ventura, a boa dor de cabeça, com ídolo recuperado e estrangeiro
iluminado.

Nesta
quarta-feira, as duas equipes abrem a disputa por uma vaga na final da Copa do
Brasil – a bola rola às 21h45 (de Brasília), no Nilton Santos. Sem Diego Alves
– que chegou após o período de inscrição na competição -, o Flamengo entra em
campo com Alex Muralha ou Thiago, alvos de críticas da torcida. O Alvinegro,
com quem for escalado, inicia a partida com segurança defensiva.
O
GloboEsporte.com resolveu comparar a temporada dos quatro personagens, em
números e atuações. Vamos aos dados:
BOTAFOGO
GATITO FERNÁNDEZ
Um dos
grandes trunfos do surpreendente Botafogo de Jair Ventura. Chegou como
coadjuvante, mas assumiu a responsabilidade. Na Libertadores, o auge: três
pênaltis defendidos contra o Olimpia e vaga garantida na fase de grupos.
No
Brasileirão, número impressionante: 29 defesas difíceis em 14 jogos. Além das
grandes atuações, a confirmação de grande pegar de pênaltis: mais três para a
conta, contra São Paulo, Grêmio e Corinthians.
JEFFERSON
Após
longo período lesionado, voltou no momento que Gatito teve problema físico – na
12ª rodada, no Nilton Santos, contra o Atlético-MG. Como o próprio afirmou, o
retorno foi melhor do que o esperado. Pênalti defendido, defesas importantes e
protagonismo no empate em 1 a 1.
A
sequência foi de segurança, representada nos números: em cinco jogos no
Brasileirão, duas vitórias, três empates e apenas três gols sofridos. São mais
de duas defesas difíceis por jogos (12 no total).
– FLAMENGO
ALEX MURALHA
Durou
cinco rodadas como titular do Flamengo no Brasileirão. Irregular, foi alvo da
torcida – inclusive em protesto no Ninho – e marcou a temporada com falhas
graves em momentos importantes.
A
paciência acabou exatamente na 5ª rodada, quando entregou a bola nos pés de
Osvaldo, que não perdoou e abriu o placar para o Sport na Ilha do Retiro (o
time de Luxemburgo fez 2 a 0).
Antes
mesmo de ser substituído por Thiago, Muralha passou insegurança na
Libertadores. Contra o Atlético-PR, na Arena da Baixada, não achou nada em
cabeçada de Thiago Heleno, reclamou de falta, mas viu a pressão aumentar.
Com a
chegada de Diego Alves, a reserva ficou ainda mais clara. Porém, como o
ex-goleiro do Valencia não pode atuar na Copa do Brasil, Muralha voltou a ter
chances. E, no jogo de volta das quartas, contra o Santos… O Copete
agradeceu!
THIAGO
Aos 21
anos, assumiu a vaga de Alex Muralha. Contra o Avaí, insegurança, mas sem
grandes erros. Três rodadas depois, contudo, a primeira falha e as primeiras
críticas. Na goleada contra a Chape, na Ilha do Urubu, vacilo na jogada de
lateral.
A
paciência com goleiro, criados na base do clube, é maior. De fato, Thiago não
cometeu equívocos maiores na sequência de jogos como camisa 1 rubro-negro, mas
passou longe de segurança ao sistema defensivo. Contra Grêmio e Palmeiras, não
conseguiu evitar os gols de Luan e Willian Bigode, em bolas defensáveis.
Com
Diego Alves no clube, Thiago perdeu espaço – mais especificamente na 17ª rodada
do Brasileiro (último jogo contra o Coxa, na Ilha). Na Copa do Brasil, foi
titular primeiro jogo contra o Santos e reserva na Vila Belmiro.

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