Como manter a concentração?

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Guerrero, do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

KLEBER
LEITE
: Ia utilizar para o título do POST a palavra “foco”, porém, para dar uma
variada, optei pela “concentração”.

Onde
quero chegar? Simples. Imagino o quanto deve ser difícil para qualquer
treinador, já no meio da segunda e última etapa do calendário, encontrar os
argumentos para manter a tropa ligada.
Vejam
o caso do Flamengo. Estamos disputando três competições, sendo duas nacionais e
uma continental, cujos objetivos às vezes coincidem.
No
Brasileiro, como não se tem a certeza de que o time será campeão da Copa do
Brasil ou, da Copa Sul-Americana, a briga é para ficar no pelotão de cima,
atrás de uma vaga para a Libertadores do ano que vem.
A Copa
do Brasil passa a ser – em importância – a grande prioridade, já que, sendo
campeão, o Flamengo fecha o ano com uma grande conquista e a vaga na
Libertadores garantida.
A Copa
Sul-Americana, na realidade, a segunda divisão do futebol no continente, tem
como única virtude também garantir vaga na Libertadores.
Agora
mesmo, embora tenha o Flamengo, neste domingo, o jogo contra o Atlético
Paranaense, pelo Brasileiro, ninguém tira da cabeça a decisão contra o
Cruzeiro, que começa no dia sete de setembro.
A
confusão é tão grande que espicharam a Copa do Brasil até o final do ano e,
esqueceram de alongar o prazo para inscrições de novos jogadores.
O
resultado disso é que, além do que aqui já foi colocado, os treinadores têm que
se virar, com times diferentes nas três competições.
A
Sul-Americana, na canetada, espichou também a Libertadores, sem a mínima
preocupação com as competições nacionais Enfim, um mínimo de compreensão e
paciência com os treinadores é mais do que justo, pois é realmente uma loucura
conseguir assoviar e chupar cana, ao mesmo tempo.
Com
quem veio de fora e pegou o barco no meio do oceano, como Rueda, a compreensão
tem que ser triplicada.
E por
falar em treinador, mesmo sem estar no campo, Zé Ricardo conseguiu um sopro
rubro-negro para o Vasco que, finalmente, venceu.
Que o
domingo seja rubro-negro, com sotaque carioca…

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