Conmebol nega que FIFA não reconheça Mundial do Flamengo

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Flamengo venceu o Liberpool na final do Mundial de 1981 – Foto: Reprodução

COSME
RIMOLI:
Em consulta exclusiva do R7, o vice-chefe do setor de Comunicação e
também ligado ao departamento de competições, Julian Ariel Ramirez confirmou.
Ao contrário do que muitos acreditavam, Santos, São Paulo, Flamengo e Grêmio
são campeões mundiais.

“A
Fifa nunca mandou qualquer memorando, relatório ou aviso que os
Intercontinentais não são Mundiais. Tudo não passou de boatos, especulação da
imprensa. Quem ganhou os Intercontinentais são campeões do mundo. E recebem
esse tratamento pela Conmebol. Se esta recomendação de que não fossem
reconhecidos existisse, ela já teria chegado a nós há anos. E nunca veio. E não
virá. A história já foi escrita”, resume Julian.
O
entrave é simples de entender.
A Fifa
só reconhece os seus campeões mundiais, a partir de 2000, porque não estava por
trás da organização dos Intercontinentais. Era uma iniciativa da Uefa e da
Conmebol.
“Então
não há como a Fifa tirar o crédito de um torneio que era reconhecido como
Mundial. Até porque ela não tinha um torneio dessa magnitude. As coisas mudaram
a partir de 2000. Mas sem dano ao Intercontinental, porque ele já não existia.
Está tudo certo. Quem ganhou o Intercontinental é tão campeão do mundo quanto
as equipes que venceram os Mundias da Fifa”, esclarece Julian.
Ninguém
nega que a América do Sul e a Europa sempre tiveram a supremacia do futebol.
Logo a disputa entre o campeão da Libertadores contra o vencedor da Champions
trazia a representatividade do melhor do mundo. Eram duas partidas. Uma em cada
continente. A violência dos times e as viagens longas para a América do Sul
acabaram desestimulando os europeus. Em vez dos dois jogos, a competição
Intercontinental passou a ser decidida em uma partida apenas, em um ‘campo
neutro’. Por anos foi o Japão, por conta da patrocinadora, a Toyota.
A Fifa
acabará com a Copa das Confederações. E investirá em um Mundial de Clubes, com
24 equipes, de quatro em quatro anos. Sempre no ano que anteceder a Copa.
Serão
12 times europeus, cinco sul-americanos, dois africanos, dois asiáticos e dois
da Concacaf e uma equipe do país promotor. Em 2021, já deverá ser na China, de
acordo com o jornal Mundo Deportivo.
Além
desse torneio, a Fifa quer a volta do Intercontinental.
Disputada
entre o campeão da América do Sul, da Libertadores, contra o campeão da Europa,
da Champions League. A competição aconteceu entre 1960 e 2004. A única
diferença estaria no fato de a decisão ser em um jogo apenas. A sede variaria.
E poderia contemplar países com o futebol em desenvolvimento.
Santos
e São Paulo, duas vezes, Flamengo e Grêmio foram campeões intercontinentais.
Derrotaram seus adversários europeus, antes do Mundial de Clubes criado pela
Fifa, em 2000. E se autoproclamaram vencedores de Mundiais.
Muito
se questionou o uso das estrelas nos uniformes brasileiros.
A
Conmebol tirou de vez a dúvida.
“Eles
são campeões mundiais.
“Nada
vai mudar isso para a Conmebol”, reafirma Julien…

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