E morreu abraçado com os perebas…

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Zé Ricardo, ex-Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

PRIMEIRO
PENTA
: Zé Ricardo foi demitido do Flamengo após a derrota contra o ViItória,
pelo Brasileiro. Técnico feito em casa, com a marca do Flamengo, eu lamento
demais que ele não tenha feito o time do Flamengo jogar mais do que vinha
jogando.

E eu,
que sou uma pessoa na vida que presta atenção demais nos sinais que a ela
mostra, lamento que o Zé Ricardo não tenha mudado o time do Flamengo (e as
coisas também) por causa desses avisos. E, vou te falar, o destino foi generoso
com ele mas ele preferiu morrer abraçado com os perebas.
Na
vida, a gente tem grandes e pequenos avisos. Vou falar de 3 grandes avisos que
o destino deu ao Zé mas ele continuou insistindo no que o levou a demissão e a
esses resultados ruins que faz o Flamengo estar tão afastado do líder do
campeonato.
Um
grande aviso que o Zé Ricardo teve foi a expulsão do Márcio Araujo contra o Palmeiras,
no campeonato passado. Ali, jogávamos melhor que eles e, num jogo decisivo, não
dá para se levar dois cartões amarelos por falta antes dos 30 minutos de jogo.
Desculpa mas tem certas coisas que não dá para tolerar com jogador
profissional. Lembra da falha do Rafael Vaz contra o Fluminense em Natal?  São dois exemplos, enormes, de falhas que tem
que ser punidas. Não são erros que os caras dão tentando acertas, coisa de
jogo, sabe? São falhas causadas por ruindade, por soberba e isso não pode ter.
Não se constrói um time vencedor com jogador que acha que joga mais do que
joga.
Rafael
Vaz e Marcio Araujo continuaram jogando, com o técnico, presidente e sabe-se lá
mais quem abraçando, protegendo e, claro arrebentando o Flamengo.
A
eliminação da Libertadores deveria ter servido de exemplo para muita coisa.
Embora eu não ache que o desempenho foi de todo ruim, que jogamos melhor em
dois jogos que perdemos, não dá para passar por uma eliminação dessa sem
acontecer nada para o resto do ano. Não dá para não mudar a energia, peças. Tem
que se quebrar a corrente, o que te fez perder, ser eliminado.
Os
fatos escancararam o que tinha que ser mudado. ESCANCARARAM! Foi goleiro com
desempenho ruim, cabeça de área falhando direto, jogador que não pode vestir o
manto perdendo gol na cara do goleiro em campo do adversário, zagueiro
apavorado com 10 minutos de pressão. Nada foi feito. Quem falhou, continuou no
time. O time continuou jogando da mesma forma, com as mesmas soluções.

Ricardo brincou tanto que me inventou de colocar Muralha em jogo decisivo
contra o Santos pela Copa do Brasil sem estar jogando sei lá a quanto tempo.
Aliás, essa quase eliminação contra o Santos foi um presente que o acaso deu.
Foi como falasse isso aqui está errado. Isso daqui também. Mas como você é um
cara trabalhador, vou te dar mais uma chance de mudar de rumo.  E o Zé Ricardo não mudou de rumo. Não mudou
de rumo, perdeu o rumo e sacramentou uma derrota que era vitória até os 39
minutos do segundo tempo, contra o mesmo Santos. O acaso é generoso, mas não
costuma perdoar quem brinca com a sorte.
Não
preciso nem falar da festa que foi para os torcedores que editam momentos de
jogos e postam em redes sociais toda essa teimosia do Zé Ricardo, né?  As falhas do Marcio Araujo, do Rafael Vaz e
companhia foram mais retuitados e compartilhadas do que foto de estrela de
novela nas 9 fazendo ensaio fotográfico. Isso tudo com o aval do técnico que
morreu abraçado com os seus perebas, arrebentou com a chance do Flamengo de
estar melhor no Brasileiro e quase arrebentava com a classificação na Copa do
Brasil.
Desejo,
mesmo, tudo de melhor para o Zé na sua carreira, que ele não se abrace a
perebas e que ele conheça o significado real da palavra meritocracia. Em
elencos ruins, talvez isso não possa ser aplicado. Com o elenco que o Flamengo
tem, é o que tem ser aplicado, não tem como fugir.
A
expectativa é para o novo técnico. Vamos aguardar.
Dani
Souto

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