Emoção sem emoção

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Juan saudando a torcida do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

BOTECO
DO FLA
: Sorin

Na
prática, se analisar de forma fria apenas o futebol apresentado, não foi
exatamente a melhor das partidas do ano. Teve o clima tenso de decisão, estádio
cheio (mesmo com  aberração social do 90/10)
e muita disputa, apesar do jogo truncado e erros da arbitragem. De qualquer
forma, se levarmos aquele velho conhecido de todos nós em conta, o mantra
“futebol é bola na rede”, os escassos lances de perigo para ambos os lados
deixaram a noite um pouco abaixo do esperado.
Muralha
não foi muito exigido do lado de cá e do outro lado o Gatito ficou de
coadjuvante nas duas oportunidades em que correu maior risco. Na bola na trave
do Diego, limitou-se a torcer pra tudo ficar bem. Na defesa difícil que fez, já
não valia mais nada por conta de sei lá o que de irregular que o bandeirinha
viu no lance.
É
muito cedo pra dizer isso… Mas que se dane. O Flamengo melhorou. Na frieza
dos números, o fato de não levar gol, evento certo em 9 das 10 partidas
anteriores, já é um avanço. Em termos menos palpáveis, coisas óbvias como o
time jogar bola (nem isso aconteceu contra o Galo) e não apresentar
instabilidade emocional (o popular faniquito) após a expulsão inventada do
Muralha também conta pontos na noite de estreia do colombiano Rueda no comando
da equipe.
Como
falei no vídeo de ontem na Filial Pobre e Sem Glamour do Boteco no YouTube, a
melhora é MUITO positiva, porque a gente tem consciência de que ela foi
alcançada apenas na base da ideia e conversa, dado o pouco tempo que Rueda teve
para treinar elementos mais práticos.
Inevitável.
Apesar da falsa unanimidade nas redes sociais que passou a semana pregando a
sensata paciência com o início de trabalho do novo técnico… Já teve gente
reclamando na noite de ontem. Inclusive recebi mensagem revoltada de
frequentador aqui do Boteco que, dentre outros impropérios, afirmou que “a
gente não venceu por causa do técnico” (???!!!). Lá na Fla Twitter vi também o
esperado: um monte de gente cuspindo fogo pelas ventas e botando a culpa da
“derrota” na entrada do Márcio Araújo.
Aqui
cabem parênteses. Saraujo não foi escalado como titular. Vida que segue e
carnaval nas redes sociais? Não. Apesar disso, dei uma passada pelo Twitter 20
minutos antes do jogo e adivinhem só qual era o nome mais citado por lá?
Exatamente assim. Se isso não é Amor eu não sei mais o que é.
Mais
uma vez o Clássico entre Flamengo x Botafogo foi mais relevante por
acontecimentos que não estavam no gramado. Confusão muito da mal explicada pela
diretoria alvinegra sobre a entrada da Nação no estádio; tumulto dentro,
próximo, nas redondezas… E também distante do Engenhão, o que me decepciona
muito, já que eu jurava que o 90/10 era a solução para a Paz Mundial; torcedor
do Botafogo detido por injúrias racistas; menos de 29 mil presentes em jogo que
“tinha” mais de 30 mil vendidos; sorriso amarelo no cumprimento entre Jair
Tupiniquim Ventura e Reinaldo Invasor Rueda. E já com alcance na partida da
próxima quarta, o preço inexplicável, covarde e patético que a Smurfada quer
cobrar nos ingressos para os alvinegros.

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