Escassez de técnicos faz Flamengo olhar para mercado estrangeiro

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Técnico Reinaldo Rueda – Foto: Divulgação

UOL: Demitir
Zé Ricardo fugiu totalmente dos planos do Flamengo. A aposta era em um projeto
a longo prazo, mas o clima se tornou insustentável. A manutenção da ideia, no
entanto, está na mesa dos dirigentes. A contratação do novo técnico passa por
isso, mas é debatida de forma intensa, principalmente por conta da escassez de
nomes no mercado e do antigo desejo de contar com um treinador estrangeiro.
Neste panorama, o colombiano Reinaldo Rueda ganhou força nas últimas horas, mas
não é o único nome trabalhado nos bastidores.

A
diretoria do Flamengo tem a convicção de que o projeto então comandado por Zé
Ricardo precisa continuar. A ideia de contratar um técnico tampão está
completamente descartada. No cenário ideal, o novo comandante chega para tentar
salvar o ano e já organizar o futebol para 2018.
Neste
aspecto, um profissional estrangeiro faz a cabeça de boa parte dos dirigentes,
principalmente pela escassez do mercado brasileiro. Há algum tempo o clube
monitora nomes de fora, entre eles o colombiano Reinaldo Rueda, multicampeão
pelo Atlético Nacional, que tem o apoio de boa parte da torcida e conversas
avançadas com o Rubro-negro. Ele é o favorito, mas não o único nome: outros
treinadores estão sendo analisados.
Ao
falar sobre a troca, o diretor executivo de futebol Rodrigo Caetano disse que
contratar um estrangeiro seria pensar a longo prazo e que poderia não surtir o
efeito imediato, já que ele precisaria se familiarizar com os jogadores do
país. Porém, deixou uma porta aberta para a possibilidade.
A
corrente da diretoria que defende um comandante estrangeiro entende que o clube
deveria pensar a longo prazo e não se deixar levar pela pressão de momento, nem
pensar somente no título da Copa do Brasil. Em outras palavras, valeria o risco
para um projeto inovador e que enfim possa dar os resultados esperados.
No
caso de um técnico de fora, há a consciência no Flamengo de que seria
necessário mais tempo para fechar a negociação. E o prazo para o clube resolver
a questão é de no máximo uma semana. Certo é que, além de buscar um treinador
de bom perfil, o Rubro-negro quer um comandante que seja capaz de motivar os
jogadores e ter liderança no grupo.
No
Brasil, a recusa de Roger Machado já era esperada por muitos. A possibilidade
de contratar um técnico com passagem pelo clube e até empregado foi discutida.
Tudo depende da “lei do mercado”. Um nome falado nos bastidores foi o
de Paulo César Carpegiani, campeão mundial com o Flamengo em 1981.
“Precisamos
fazer com que essa química traga o resultado esportivo que o Flamengo exige.
Isso pode ser um atrativo ao treinador. Buscaremos um técnico que dê seguimento
a tudo que foi feito de forma correta. Levamos em consideração o que pode dar
resultados aos torcedores. Esperamos que eles voltem a sorrir o mais rápido
possível”, encerrou Rodrigo Caetano.

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