Ex-Presidentes comentam atual relação entre Flamengo e Botafogo

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Presidente do Flamengo irritado – Foto: Reprodução

EXTRA GLOBO: Há muito tempo os presidentes de Flamengo e Botafogo se envolvem em
discussões públicas com declarações polêmicas. A semana foi mais uma marcada
pela tensão entre os dois clubes e torcidas. Hoje, no Maracanã, às 21h45, os
times disputam uma vaga na final em clássico empolgante. Ex-presidentes dos
dois clubes comentam a situação: elogiam os dirigentes, mas lamentam as brigas
atuais entre os rivais, que, em décadas passadas, já atuaram em harmonia fora
dos gramados.

PRESIDENTES DO FLAMENGO
Delair Dumbrosck
Presidente
interino em 2009
“No
meu entender, o Bandeira e Carlos Eduardo são dois presidentes muito atuantes
em seus clubes. Bandeira, mais apaixonado; o Carlos Eduardo, mais comportado.
Com relação ao convívio do nosso presidente, falta-lhe um pouco de diplomacia e
a experiência do saber “comer pelas beiradas”, pela sua pouca
vivência no mundo do futebol e no comando do clube. Bandeira renega a
experiência dos que poderiam ajudá-lo.”
Kleber Leite
Presidente
entre 1995 e 1998
“Convivi
com vários presidentes do Botafogo. Todos foram parceiros admiráveis nos
tornamos grandes amigos. Em 95/96, existia profundo desacordo com quem
administrava o Maracanã. Como pensávamos da mesma forma, eu e Montenegro
encontramos soluções para Flamengo e Botafogo. Fico triste com a relação atual.
Os dois presidentes são duas pessoas do bem. Vou tentar fazer este “meio
campo da paz”.”
Helio Ferraz
Presidente
entre 2002 e 2003
“Convivi
com o Bebeto de Freitas e sempre me dei bem. Hoje, eu acho que se deve evitar
ter uma relação que não seja construtiva. Na minha época não havia ingressos
para organizadas, porque acho que é o contrário de tudo. É a negação do
propósito. Tem que ter uma faixa de ingressos populares. Acho difícil analisar
uma situação específica do Bandeira. Penso que devem estar afinados. Tem que
ter responsabilidade.”
Luís Augusto Veloso
Presidente
entre 1993 e 1994
“Sempre
me dei bem com o Carlos Augusto e o Mauro Nei. Com o Rolin, divergimos em
várias coisas. Agora, não estou vivendo o dia a dia do clube. A rivalidade
perdurar me parece normal. São dois presidentes que fazem bons trabalhos nos
dois clubes, e preferiria que o relacionamento fosse mais parceiro.Se tivessem
entendimento, contribuiriam para decisões mais sensatas. Deveria haver gente
para fazer o meio-campo.”
PRESIDENTES DO BOTAFOGO
Carlos Augusto Montenegro
Presidente
entre 1994 e 1996
“Minha
relação com o Kleber Leite, então presidente do Flamengo, sempre foi boa. Na
minha gestão eu não me lembro de maiores problemas entre os clubes; nem entre
torcidas e nem entre diretorias. Tudo que acontecia ficava dentro do campo.
Hoje em dia eu não conheço o presidente do Flamengo, nunca estive com ele.
Conheço muito o do Botafogo. Acho que o problema de hoje é pelo caso do Willian
Arão.”
Mauro Ney
Presidente
em 1992 -1993 e entre 2000 e 2002
“Minha
relação com presidentes do Flamengo era ótima. Quando fomos campeões da
Conmebol, em 1993, o Luís Augusto Veloso, então presidente do Flamengo, foi no
vestiário nos cumprimentar. Kleber Leite jogava pelada comigo, somos amigos.
Hoje, acho que essa situação deveria ser amenizada. O clima está belicoso
demais e o esporte não é isso. O Carlos Eduardo faz uma gestão invejável e o
Bandeira também vai bem no Fla.”
José Luiz Rolim
Presidente
entre 1997 e 1999
“Tinha
uma relação cordial com o Flamengo. Eu convivi com o Kleber e com o Edmundo
(dos Santos Silva). Inclusive houve um momento em que eu participei, junto com
meu antecessor (Montenegro) de uma luta contra a Ferj para que os clubes
tivessem mais participação no calendário e tal. Desse grupo fazia parte o
Botafogo, o Fluminense e o Flamengo. Prefiro não opinar sobre a situação atual,
pois acompanho pouco.”
Bebeto de Freitas
Presidente
entre 2003 e 2008

“Fora
do campo não tinha problemas com o Flamengo. O Márcio Braga (ex-presidente do
Fla) sempre foi uma pessoa a quem eu tenho um reconhecimento grande, porque
sempre trabalhamos juntos e entendemos muita coisa de futebol profissional da
mesma forma. Tínhamos o mesmo pensamento. Enquanto os dirigentes não entenderem
que o futebol é profissional fora do campo, sempre teremos conflitos como os de
agora.”

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