Extra: Flamengo rechaça ‘obrigação’ por título de peso em 2017

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Faixa “Brasileiro é obrigação” da torcida do Flamengo na Ilha do Urubu – Foto: André Fabiano / Gazeta Press

EXTRA
GLOBO
: O Flamengo, questionado pela dificuldade de decidir seus jogos, se
planejou para ser protagonista das seis competições que disputaria em 2017. A
queda na Libertadores depois do título estadual invicto aumentou a cobrança por
um título de expressão, mas a ideia propagada como mantra pela torcida, de que
“Brasileiro é obrigação”, internamente não deixa os jogadores e a comissão
técnica tão pressionados.


Há o
entendimento de que o clube se reestruturou para brigar por conquistas
importantes todo ano, de forma irreversível. Se não for o Brasileiro, já que o
Corinthians disparou, pode ser a Copa do Brasil, a Sul-Americana. O objetivo
principal é voltar à Libertadores todo ano. E deixar no passado o drama contra
o rebaixamento. A meta real é não sair do G-3, grupo que se classifica
diretamente para a Libertadores.
Para
isso, dizem os dirigentes, o clube se reestruturou financeiramente, conseguiu
montar um elenco qualificado e é questão de tempo que os resultados venham com frequência.
Na ansiedade de que o sonho se torne realidade, a torcida cobra a cada
escalação, pede a saída de Zé Ricardo, critica quem comanda o futebol. Se não
vencer Santos e Vitória o Flamengo já piora o primeiro turno em relação ao ano
passado, é verdade.
Do
outro lado, porém, a comissão técnica esquematiza o ano com rodízio para não
sobrecarregar atletas e tenta não priorizar competições para chegar perto das
decisões em todas elas.
Em
agosto, o time começa com os jogos contra Santos e Vitória pelo Brasileiro,
volta atenções para a Sul-Americana contra o Palestino na semana que vem,
alterna jogos do Brasileiro frente a Atlético-MG e Atlético-GO ás semifinais da
Copa do Brasil diante do Botafogo, e fecha o mês com o Atlético-PR no Nacional
e o Paraná, na Primeira Liga.

Calendário é esse. Tem que ganhar tudo. Por mais que tenha um departamento
médico capacitado é difícil controlar, depende do jogo. A gente tem feito as
opções certas – exaltou Juan, sem priorizar títulos.
O
Flamengo quer dar passos firmes e não regredir. Para isso, a paciência no clube
é maior que a da torcida, que exige títulos para ontem.

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