Flamengo e Botafogo invertem papéis e surpreendem no ano

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Éverton Ribeiro em sua chegada no Aeroporto pelo Flamengo

GLOBO
ESPORTE
: Quando 2017 começou, as previsões colocavam o Flamengo, com alto
investimento (cerca de R$ 58 milhões) e elenco recheado de bons jogadores, como
candidato aos títulos que disputasse. Ao mesmo tempo, não viam o Botafogo com
força para chegar longe na Libertadores, por exemplo, ou então fazer frente a
outras grandes equipes nas demais competições. As previsões, porém, nem sempre
se concretizam – o futebol, afinal, não é uma conta exata.

Oito
meses depois, nesta quarta-feira, os rivais estarão frente a frente. Quem
vencer a partida no Maracanã, às 21h45 (de Brasília), estará na final da Copa
do Brasil. Um empate com gols e a vaga é do Alvinegro. Para ambos, o torneio é
o caminho mais curto para garantir um lugar na Libertadores do ano que vem.
Para o
Flamengo, como disse o zagueiro Rafael Vaz nesta segunda, “vale
tudo”, já que o time está distante da ponta do Campeonato Brasileiro e não
tem mais a Libertadores. Para o Botafogo, é a chance de eliminar o rival e
chegar à decisão, mas o Bota ainda tem a principal competição continental para
disputar.
Mas
será que alguém imaginou que Flamengo e Botafogo chegariam a essa altura do ano
assim? Se fosse para apostar em um eliminado na fase de grupos da Libertadores,
em quem você apostaria? E se fosse para apostar que um deles passaria por uma
crise, em quem você apostaria?
Nós
reunimos, abaixo, os principais momentos dos dois clubes no ano e como eles
caminharam para chegar até aqui:
Estrelas argentinas
Flamengo
e Botafogo começaram a temporada com contratações de jogadores renomados: Conca
e Montillo, respectivamente. O argentino do rubro-negro chegou em recuperação
de uma lesão no joelho e só jogaria no decorrer da temporada, sem previsão para
estreia. O argentino alvinegro chegou para formar dupla com Camilo.
Nenhum
deles, porém, correspondeu às expectativas. Conca atuou em apenas duas partidas
desde quando se recuperou da lesão no joelho (contra Fluminense e Ponte Preta,
por 15 minutos ao todo). Montillo, depois de seguidas contusões, decidiu se
aposentar em julho.
Campeonato Carioca
A
competição estadual foi o melhor momento do Flamengo na temporada. Sob comando
do técnico Zé Ricardo e liderança de Guerrero (já que Diego lesionou o joelho),
o Rubro-Negro foi campeão carioca invicto com 12 vitórias e cinco empates em 17
partidas.
O
Botafogo, em contrapartida, sequer chegou ao mata-mata da Taça Guanabara e foi
eliminado na semifinal da Taça Rio pelo Flamengo.
Libertadores
Com um
elenco recheado de estrelas, como Diego e Guerrero, o Flamengo iniciou a
Libertadores com pompa de favorito. A campanha, com três vitórias e três
derrotas (todas fora de casa) porém, fez o Rubro-Negro “cair da cama”
e acordar do sonho de título. O time comandado pelo técnico Zé Ricardo terminou
a fase de grupos em terceiro lugar, com nove pontos, atrás de Atlético-PR e San
Lorenzo.
Enquanto
isso, o Botafogo surpreendeu. Começou ainda na segunda fase da Libertadores, de
mata-mata, eliminando o Colo Colo. Na fase seguinte, passou pelo Olimpia:
Gatito pegou três pênaltis no jogo de volta e garantiu a classificação
alvinegra. Virou herói. E o time comandado por Jair Ventura segue avançando…
Depois de passar tranquilamente pelo grupo 1, na liderança, eliminou o Nacional
nas oitavas e está nas quartas.
Saídas e mais chegadas
No
Botafogo, apesar de o ano dentro de campo caminhar bem, as coisas fora dele não
estavam exatamente iguais. O meia Camilo, por exemplo, se desentendeu com Jair
Ventura e deixou o clube depois, em julho. O atacante Sassá, também envolvido
em polêmicas extra-campo, se despediu do Alvinegro rumo ao Cruzeiro. Nada
disso, porém, abalou o bom momento dentro das quatro linhas.
Enquanto
sofria essas perdas, o Botafogo se reforçava. Arnaldo (lateral), Valencia
(meia-atacante) e Brenner (atacante) foram contratados durante o ano.
O
Flamengo seguiu um caminho parecido: também contratou jogadores no meio do ano
(e nomes de peso), além de ter vendido o zagueiro Donatti e liberado o atacante
Leandro Damião. O Rubro-Negro se reforçou com Éverton Ribeiro (meia), Rhodolfo
(zagueiro), Geuvânio (atacante) e Diego Alves (goleiro).
Problemão
Vale
ressaltar: nenhum desses reforços das duas equipes podem jogar a decisão desta
quarta-feira. O prazo de inscrições da Copa do Brasil terminou antes das
contratações, que terão de apenas torcer pelos companheiros no Maracanã.
Troca de comando
A
pressão sobre o técnico Zé Ricardo por causa dos maus resultados fez o Flamengo
trocar o treinador. Em meio ao Campeonato Brasileiro e à Copa do Brasil, o
Rubro-Negro comemorou apenas uma vitória em uma sequência de oito jogos. Zé não
resistiu e foi trocado pelo colombiano Reinaldo Rueda.
As
derrapadas, inclusive, fizeram o Flamengo se distanciar – e muito – do topo do
Brasileirão: atualmente, está em quinto lugar, com 32 pontos, contra 47 do
líder Corinthians.
Já o
Botafogo está em nono lugar, com 28 pontos, mas as boas campanhas na
Libertadores e na Copa do Brasil e o bom futebol apresentado, apesar do
investimento não tão grande, deixam Jair Ventura tranquilo no cargo.
Sul-Americana
A
queda precoce na Libertadores fez o Flamengo mudar o foco de competições
continentais. O Rubro-Negro, por ter sido terceiro colocado na fase de grupos
do torneio, ao menos garantiu um lugar na Sul-Americana, uma espécie de prêmio
de consolação. Depois de eliminar o Palestino, do Chile, a equipe da Gávea
agora encara a Chapecoense nas oitavas de final. O Botafogo, classificado para
as oitavas, segue na principal competição das Américas.

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