Flamengo: Zé Ricardo abalado, diretoria dividida e ano em xeque

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Foto: Gilvan de Souza

UOL: O
Flamengo atravessa um momento bastante delicado na temporada. O time está
pressionado pelo resultado aquém do investimento e precisa resolver os
problemas para estancar a crise. O panorama vai desde um técnico abalado pelos
maus resultados e cobranças da torcida até uma diretoria dividida sobre as
decisões do departamento de futebol.

O ano
do Rubro-negro está em xeque. O clube sabe que tem a obrigação de conquistar
títulos de expressão – ao menos um em 2017, fora o Campeonato Carioca -,
principalmente depois da vexatória eliminação na Copa Libertadores. Caso
contrário, a temporada dificilmente terá a aprovação da torcida.
No
Campeonato Brasileiro, a distância para o Corinthians já é de 15 pontos. O time
coleciona falhas e uma arrancada para brigar pelo título está aparentemente
distante – também por conta do desempenho do líder e dos demais concorrentes.
No momento, a principal chance de conquista aparece na Copa do Brasil,
competição na qual o Flamengo disputa as semifinais contra o rival Botafogo. Na
Copa Sul-Americana, o time tem vaga encaminhada nas oitavas de final. Há ainda
as quartas da esquecida Primeira Liga.
Em
rota de colisão com a torcida, o Flamengo se vê com uma espécie de divisão
entre a diretoria desde a queda na Libertadores, então principal objetivo do
ano. O técnico Zé Ricardo já não era unanimidade, panorama que piorou
consideravelmente a partir do momento em que o trabalho não mostrou a evolução
esperada. Não é exagero dizer que a maioria dos vice-presidentes rubro-negros
deseja uma mudança no comando da equipe, até para oxigenar a relação entre
atletas e comissão técnica e tentar salvar o ano.
Por
outro lado, Zé Ricardo ainda é bem visto pelo trio responsável por comandar o
futebol e que acompanha o dia a dia. O presidente Eduardo Bandeira de Mello, o
diretor geral Fred Luz e o executivo Rodrigo Caetano têm adotado o discurso do
profissionalismo e pregam a sequência do trabalho na busca por resultados.
Internamente,
porém, não está descartado que Zé Ricardo peça demissão, algo que já pensou em
fazer logo no início do Campeonato Brasileiro. O treinador se mostrou bastante
abalado na última quinta-feira (3), quando a delegação do Flamengo desembarcou
no Rio de Janeiro diante de um protesto intenso de torcedores. Houve
empurra-empurra, troca de xingamentos e Paolo Guerrero por pouco não foi às
vias de fato com um torcedor. Zé Ricardo, por exemplo, foi ofendido cara a cara
pelos manifestantes até entrar no carro, que arrancou para tirá-lo dali.
O
clima está pesado. É necessário mudar o rumo da prosa – com ou sem
substituições no departamento de futebol – para tentar salvar um ano bastante
esperado pela torcida. A atual administração tem reorganizado o clube em
diversos aspectos, mas o futebol sem conquistas costuma cobrar um preço amargo.
É o que diz a história de quase 122 anos do Flamengo.

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