Gabriel Andrade admite empolgação e cita formação no Flamengo

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Foto: Divulgação

GARRAFÃO
RUBRO-NEGRO
: por Rafael Rezende

Criado
no Flamengo, Gabriel Andrade venceu a primeira edição da LDB (à época chamada
de LDO), e se mandou para os Estados Unidos para estudar/jogar na Universidade
de BIU-Hawaii. A graduação, em Marketing, ocorreu no início deste ano. Era hora
de tomar a decisão: focar na carreira acadêmica ou tentar a sorte no basquete.
Apaixonado
pela modalidade, o jogador fez sua escolha. E, na última semana, acertou com
seu primeiro clube profissional, o América de Rio Preto:
“Estou
bem motivado, venho me preparando para esse momento desde que acabei minha
temporada nos EUA. Também tive a chance de ficar pronto fisicamente logo após o
meu retorno, no Amapá. Lá treinei bastante e joguei alguns jogos do Regional
pelo Trem, no mês de junho. Isso ajudou. Todos que jogam basquete, sabem como é
difícil largar o esporte. Além dessa paixão, o fato de ter nascido numa família
que formou grandes jogadores influenciou muito. Quando me formei, até mandei
currículo para algumas empresas, mas começaram a aparecer oportunidades na bola
laranja, e deixei de lado. Agora, o foco é 100% no que quero de verdade.”
Na
equipe paulista, o armador/ala-armador espera contribuir com o que aprendeu ao
longo desses anos, apesar de reconhecer que o início vai ser desafiador:
“O
basquete universitário norte-americano é diferente do brasileiro, mas vejo isso
como uma coisa boa. Eu tenho que pegar o que aprendi lá e adaptar ao meu jogo
aqui. Ter começado a atuar mais de armador me beneficiou. Ganhei confiança
estando com a bola na mão e organizando o jogo, algo que não existia
antigamente. Acho que a maior dificuldade vai ser a adaptação em relação a
intensidade física, entretanto, é algo que vem com a prática. Disputar o
Campeonato Paulista é uma chance de ouro. É o regional com mais visibilidade no
país e o time que está se formando me anima. Tenho certeza que será um torneio
determinante para mim.”
Ao
finalizar a conversa com o GRN, o jovem não escondeu a importância do Fla,
relembrou um ensinamento de Chupeta e assumiu que o retorno faz parte dos
planos:
“No
Flamengo, eu aprendi tudo que sei hoje. De qualidades técnicas/táticas até
comportamento. Tive o prazer de ter técnicos, diretores, fisioterapeutas,
companheiros de time e roupeiros que me ensinaram muito. Só de ter começado a
minha carreira e passado oito anos dela nesse time enorme, me sinto vitorioso.
Na Gávea, consegui entender como se lida com cobrança e pressão desde pequeno.
Além de viver a experiência maravilhosa de estar ao lado da maior torcida do
mundo. Com certeza pretendo voltar um dia. Acredito que quase todos os
jogadores do país querem estar lá e comigo não é diferente. Já ganhei títulos
na base, mas vencer um NBB seria incrível. É como o Paulo Chupeta me ensinou,
tenho que ir conquistando uma coisa de cada vez. Primeiro, preciso obter vitórias
com o América e me sair bem nesse campeonato. Só assim, as próximas ocasiões
vão aparecer.”

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