GEPE diz que Flamengo só poderá receber 5% de visitantes na Ilha

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Bandeirinha de escanteio da Ilha do Urubu, estádio do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

LANCE: Os dois confrontos de uma das semifinais da Copa do Brasil, entre Flamengo e
Botafogo, já deixam sob alerta a Polícia Militar do Rio. Os jogos são
considerados de alto risco pelas autoridades do Estado, em razão da rivalidade
entre as torcidas e do caráter decisivo das partidas. Fla e Botafogo vão se
enfrentar no Engenhão, em 16 de agosto, e depois, no dia 23, na Ilha do Urubu,
na Ilha do Governador.

A
discussão sobre a quantidade de ingressos destinados aos ‘visitantes’ em cada
um dos jogos ainda está vigente. Torcedores do Botafogo reclamam de informações
que autorizariam apenas 5% da carga de ingressos para quem enfrentar o Flamengo
na Ilha do Urubu. Isso, no entanto, não se trata de provocação do Rubro-Negro
ou de eventual decisão arbitrária da PM. Esse percentual está estabelecido no
laudo de segurança, elaborado pelo Estado alguns meses atrás para jogos naquele
local.
“Até
agora a PM não se manifestou oficialmente sobre esses dois jogos. Tenho recebido
mensagens agressivas de botafoguenses, que acusam a PM de estar trabalhando a
favor do Flamengo, por causa dessa limitação na carga de ingressos na Ilha do
Governador. Isso não tem nenhum sentido. Trabalhamos para a segurança da
população, do torcedor, do espetáculo”, disse ao Terra o comandante do GEPE
(Grupamento Especial de Policiamento em Estádios), major Sílvio Luiz.
Ele
explicou que o GEPE é apenas uma das unidades da PM envolvidas em eventos como
os dois jogos entre Flamengo e Botafogo programados para agosto, pela Copa do
Brasil.
“É o
laudo de segurança que aponta essa carga de 5% para a Ilha do Governador. Não é
a PM, o GEPE. Já no Engenhão não haveria nenhum problema se a distribuição de
ingressos fosse feita meio a meio.”
O
major da PM ressaltou que a realização das duas partidas no Maracanã seria
muito mais cômoda para o torcedor. “Ali, os órgãos do Estado e da prefeitura
integrados têm mais condições de trabalho. Ainda mais em jogos com histórico de
conflitos graves.”]

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