Hernane relembra sapatada no Botafogo

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Hernane comemorando gol pelo Flamengo contra o Botafogo – Foto: Buda Mendes/Getty Images

ESPORTE
INTERATIVO
: O destaque absoluto do último Flamengo x Botafogo decisivo tem nome
e “sobrenome”: Hernane Brocador. Hoje no Bahia, o atacante foi o
camisa 9 rubro-negro na campanha da Copa do Brasil de 2013, que terminou com
título e, antes, um atropelo sobre o rival. Autor de três gols naquela quartas
de final, o jogador relembrou o duelo especialmente para o Esporte Interativo.

“Foi
um clássico, um jogo importante e sabíamos que era um jogo decisivo. Teve um
jogo no Flamengo que eu fiz quatro gols, mas foi no Carioca. Aquele, sim, foi
marcante. Eu até brinquei com o Léo Moura (aniversariante de 23 de outubro): no
almoço eu dei o parabéns e à noite eu daria o presente. Fiz três gols, sofri o
pênalti e dei a bola para ele bater”, disse.
2013
foi o principal ano da carreira de Hernane. O baiano foi artilheiro do
Campeonato Carioca, da Copa do Brasil e terminou o ano como o principal
goleador em atividade no país, com 36 gols. Temporada mágica que deu um título
improvável ao Flamengo.
“Sem
dúvidas, foi o melhor momento da minha carreira. Conquistei título e consegui
bons números. É a melhor lembrança”, contou.
Esporte Interativo: Qual era o maior
trunfo daquele time?
Hernane:
“Todo mundo viu que o ambiente era sempre bom. Tentávamos não trazer
coisas de fora para dentro de campo. Mas, foi conturbado. Antes já tinha
conversas que o Mano sairia… Foi o momento em que nos fortalecemos. Sabíamos
que tínhamos coisas grandes para conquistar”.
EI: E a melhor memória?
H:
“Ficaram parceiros, e a gente fica sempre recordando coisas daquele ano.
Fica marcado. Sempre tem umas brincadeiras. Não gosto de falar nomes, mas teve
uma brincadeira uma vez. O carro de um jogador quebrou no CT e a gente ficou
brincando. Ele tentava sair com o carro e não saía. Foi uma descontração
boa”.
EI: Jayme de Almeida comandou aquele time
e continua no Flamengo, como auxiliar. O que pode dizer dele?
H:
“O Jayme foi uma peça fundamental. Ele conhecia bastante a nossa equipe,
conversou com alguns jogadores e levantou o nosso astral. Nosso equipe estava
para baixo, mas ele conhecia peça a peça e foi importantíssimo”.
EI: A saída de Mano Menezes em meio à
campanha assustou?
H:
“Assustou, sim. A gente sabe que é um grande treinador. Ele decidiu,
alguns jogadores tentaram convencer. Não sabíamos porque, pode ter sido algum
problema pessoal. É difícil reverter a cabeça de uma pessoa. Ele acabou
deixando o Flamengo e nós nos fortalecemos, porque não entendíamos”.
EI: No quesito estádio lotado, o Flamengo
dominou naquele ano. Qual é a sua lembrança da torcida?
H:
“É difícil falar do torcedor do Flamengo. No momento difícil ele começa a
cantar e dá forças para a gente lá dentro. Quando estava difícil, eu começava a
dar carrinho, ajudava a marcar e a gente revertia. A gente sabia que a torcida
iria levantar”.
EI: Ficou algum sentimento depois de
deixar o clube?
H:
“Quando me desliguei do Flamengo, continuei acompanhando porque a gente
faz amizades, torce pelas pessoas. Clubes têm altos e baixos, mas o Flamengo
está crescendo e daqui a pouco vai brigar por coisas grandes”.

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