Jair Ventura diz que craques do Flamengo tiram seu sono

30
Técnico Jair Ventura do Botafogo – Foto: Vitor Silva/SSPress

GLOBO
ESPORTE
: Botafogo encerrou, na noite desta terça-feira, sua preparação para
encarar o Flamengo quarta, às 21h45 (de Brasília), no Maracanã, valendo vaga na
final da Copa do Brasil. Após o 0 a 0 no jogo de ida no Nilton Santos, o
Alvinegro tem a leve vantagem de jogar por qualquer empate com gols para se
classificar, mas o cenário não é tão favorável assim pelos desfalques.

Além
dos reforços contratados para o segundo semestre (Valencia, Arnaldo, Brenner e
Marcos Vinícius), o time não terá Carli, o seu capitão e referência defensiva,
e Pimpão, atacante com maior número de gols decisivos esse ano. Ambos estão
suspensos. Jair, porém, minimizou as baixas de peso lembrando que o elenco já
se superou outras vezes nesta temporada.
– Duas
baixas significativas, mas já passamos por isso no ano. Acreditamos na força do
elenco. Quando a bola começa a rolar termos que deixar para trás essas
companheiros – disse o treinador, que deve optar por Marcelo e Guilherme como
substitutos.
Os
desfalques, no entanto, não são os únicos fatores que estão tirando o sono de
Jair Ventura. O talento individual do Flamengo também preocupa.
– O
poder de decisão de grandes jogadores. Guerrero, que não sabemos se joga, o
Diego, o Everton, que foi meu jogador aqui. É claro que lá tem trabalho. Mas os
grandes jogadores desequilibram em algum momento. Essa é a situação que
preocupa. O Vinícius é um jogador diferenciado. Até por isso já foi vendido. Os
valores individuais e o talento são o grande pesadelo e tiram o sono do
treinador adversário.
Jair
Ventura, no entanto, garantiu que o Botafogo está preparado e acostumado a esse
tipo de jogo. Afinal, desde fevereiro a equipe vem escarando uma sequência de
decisões.

Estamos passando por mata-matas desde o início do ano. Estamos acostumados com
essa situação. Mas isso não quer dizer que vamos sair na frente e que somos
favoritos. Está tudo aberto. Mas estamos acostumados a essa situação.
Outros
trechos da entrevista
O que espera do jogo?
Quanto
mais difícil, mas comemorado. É nosso grande rival, mas que seja o clássico da
paz. Rivalidade durante o jogo. Tivemos alguns incidentes fora de campo e que
não se repitam. Foi um jogo muito ruim tecnicamente, as duas equipes foram
muito abaixo. Por ser o segundo jogo, acredito em um jogo melhor e muito equilibrado.
Escalação
Gosto
de inventar um pouco e tem muita gente me matando (risos). Treinamos algumas
variações.
O que espera do jogo?
Quanto
mais difícil, mas comemorado. É nosso grande rival, mas que seja o clássico da
paz. Rivalidade durante o jogo. Tivemos alguns incidentes fora de campo e que
não se repitam. Foi um jogo muito ruim tecnicamente, as duas equipes foram
muito abaixo. Por ser o segundo jogo, acredito em um jogo melhor e muito
equilibrado.
Vantagem?
A
vantagem seria se tivéssemos vencido a partida. Não conseguimos. Não vejo
vantagem. Vejo um jogo totalmente aberto. É lógico que não levamos gol em casa,
mas também não fizemos. Tudo pode acontecer. Vamos buscar o equilíbrio. Se
conseguirmos um gol, ficaremos ainda mais vivos.
Marcelo ou Emerson Silva?
Posso
optar por um zagueiro mais jovem, que é o Marcelo, ou o Emerson Silva, que é um
cara mais experiente. Não vai fugir disso. É bom que eu posso escolher.
Ano agitado
É bom
que não enjoa. No futebol não tem rotina, cada dia é uma surpresa. É muita
gente para gerir, atletas, comissão, são muitos detalhes. Em 9 anos como
auxiliar, vi algumas situações. Mas como comandante é complicado. Não tem
rotina. É bom que crescemos com isso
Violência fora de campo
Estamos
sempre zelando pela paz. Vimos agora essa tragédia em Barcelona, ontem no
jacarezinho não sei quantas mil crianças não podendo estudar. Se no esporte,
que é educador, começa a acontecer violência, a gente vê que não tem jeito. Tem
que ser o clássico da paz.
Daqui
a pouco não tem mais diversão e alegria. Só pode vencer um amanhã. E quem não
conseguir vencer que respeite seu adversário. Que seja de uma forma passiva e
sem violência. Que a rivalidade dure apenas durante 90 minutos.
Rueda
Ele já
teve tempo para trabalhar, um tempo maior para conhecer os atletas. O Botafogo
ele conhece bem. Sabemos que podemos ter algumas surpresas. O sistema que o
Flamengo joga é o mesmo que ele foi campeão da Libertadores. Temos que tomar
cuidado com algumas surpresas, mas também temos nossas armas e nossa estratégia
Guilherme
Ele é
praticamente, depois da torcida, nosso 12º jogador. Entra praticamente em todos
os jogos. Ele tem o poder do drible no 1 contra 1. Quando não iniciamos com
ele, você ganha essa situação no segundo tempo. Mas o mercado foi muito difícil
e não conseguimos. Se ele sair jogando, você já joga o seu coringa de cara. Mas
ele já iniciou outros jogos e foi bem. Posso jogar com o coringa no início ou
guardar para depois.

COMENTÁRIOS: