No Flamengo, troca de técnico costuma dar certo

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Reinaldo Rueda no Aeroporto – Foto: Gilvan de Souza

ESPN: Ao
menos pelo passado, a estreia do técnico Reinaldo Rueda apenas na semifinal da
Copa do Brasil, nesta quarta-feira contra o Botafogo, é um bom sinal para o
Flamengo. Em cinco das oito conquistas nacionais do clube na história, o
caminho até o título contou, ao menos, com uma troca no comando.

Em
2017, Rueda chega para substituir Zé Ricardo, demitido após comandar a equipe
rubro-negra por 19 rodadas no Campeonato Brasileiro e nas oitavas e quartas da
Copa do Brasil. Na Série A, o título já ficou distante, mas, na competição de
mata-mata, faltam apenas quatro partidas até uma possível taça.
Se o
colombiano tiver sucesso, o Flamengo repetirá o que conseguiu em 1983, 1987 e
2009 no Brasileiro e também em 2006 e 2013 na própria Copa do Brasil, iniciando
os respectivos torneios com um treinador e dando a volta olímpica com outro.
O
primeiro exemplo é 1983, com Carlos Alberto Torres comemorando o título após
apenas dez jogos no comando. O Brasileiro daquele ano, para o Flamengo, começou
com Paulo César Carpegiani – durou 12 partidas – e ainda teve Carlinhos e
Cléber Camerino como interinos – respectivamente, três e um jogo.
Na
Copa União de 1987, o roteiro se repetiu, com Antônio Lopes no comando na
primeira partida do torneio, e Carlinhos nas demais; assim como em 2009, quando
Cuca esteve nos 13 jogos iniciais e deu lugar para Andrade, campeão com
participação nos 25 compromissos finais da campanha.
Em
seus títulos de Copa do Brasil, o clube também tem histórias parecidas. Em
2006, Valdir Espinosa era o treinador na estreia, Waldemar Lemos assumiu a
partir da segunda partida e ficou até a semifinal, quando foi substituído, para
as decisões, por Ney Franco – a quem acabara de eliminar no Ipatinga.
Já na
última conquista, em 2013, Mano Menezes estava à frente da equipe nas oitavas
de final (estreia), até se demitir. Jayme de Almeida assumiu e levou o Flamengo
ao título nas seis partidas derradeiras – eliminando, inclusive, o Botafogo no
caminho.
São
exceções em relação à troca de técnico nos títulos nacionais do Flamengo, as
conquistas do Brasileiro de 1980 (com Cláudio Coutinho do início ao fim), 1982
(Paulo César Carpegiani) e 1992 (Carlinhos) e também a Copa do Brasil de 1990
(Jair Pereira do primeiro ao último mata-mata).

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