Nove times da Série A já reclamaram da arbitragem na CBF

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Árbitro durante Avaí x Flamengo – Foto: Cristiano Andujar/AGIF

RODRIGO
MATTOS
: Com sete meses do ano, e menos de um turno do Brasileiro, quase metade
dos clubes da Série A fez reclamações à arbitragem da CBF. Foram dirigentes de
nove times que já fizeram protestos contra supostos erros de árbitros no
Nacional ou na Copa do Brasil. A comissão de arbitragem admite a ocorrência de
erros graves e tem sofrido com a pressão embora não saiba avaliar se aumentaram
os questionamentos.

Levantamento
do blog mostra que os seguintes times reclamaram com a entidade por falhas em
seus jogos ou por preocupação em 2017: Cruzeiro, Botafogo, Corinthians,
Flamengo, Avaí, Bahia, Atlético-PR, Atlético-MG e Fluminense. Foram
consideradas apenas reclamações dos dirigentes, e não de técnicos e jogadores
que não são necessariamente a voz oficial do clube. O mais recente protesto foi
o corintiano sobre o gol anulado com o Flamengo, no domingo.
As
reclamações têm surtido pouco efeito na melhora da qualidade da arbitragem.
Primeiro, por que não há nenhuma proposta ou pressão pela mudança do sistema.
Segundo, a comissão da CBF tem um obstáculo que é não poder usar o árbitro de
vídeo. Internamente, membros da arbitragem nacional veem a tecnologia como a
principal solução para afastar os erros graves nos jogos nacionais. Há a
certeza de que a situação é insustentável sem o vídeo.
Mas há
empecilhos para o projeto andar no Brasil. Primeiro, a CBF não quis investir R$
15 milhões que seriam necessários para o teste ser executado em 2017, como já
aprovado pela Fifa. Além disso, há uma questão sobre o formato da arbitragem de
vídeo, a International Board quer cabines e um sistema que é mais caro. No
Brasil, a tentativa era baratear e fazer com imagens da Globo que anteciparia
os replays.
Neste
cenário, ainda não há perspectiva e data certa para o árbitro de vídeo no
Brasileiro. Sua implantação também dependerá de uma reunião da International
Board em março que decidirá de forma definitiva as regras da nova tecnologia
para a Copa-2018. A profissionalização, solução adotada por outras ligas, está
descartada na confederação porque o custo é avaliado como elevado.
Como
paliativo, a comissão da CBF usa comunicação constante com os árbitros para
reforçar instruções, e delegados tentam minimizar a pressão sobre os árbitros.
Há um investimento em formação de árbitros novos. De qualquer maneira, não há
perspectiva de melhorar de forma significativa sem maior investimento.

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