O ano para Flamengo e Cruzeiro

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Rodinei e Diego comemorando vitória do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

PC
VASCONCELLOS
: Olá,

A
decisão da Copa do Brasil reúne dois times que encontram nesta final um ótimo
motivo para não ter a temporada dominada pela frustração. Tanto o Flamengo como
o Cruzeiro sabem que estará não apenas em disputa mais um título. O vencedor
dará o ano por encerrado e ficará com a sensação do dever cumprido numa
temporada em que mais se decepcionaram do que se alegraram. O Flamengo, pelos
investimentos que fez, se imaginava ainda dentro da Taça Libertadores e na
briga pelo título do Campeonato Brasileiro. O precoce adeus à Libertadores
deixou marcas que uma possível conquista pode encobrir. Com menos investimento,
o Cruzeiro também acumulou desencantos. Saiu prematuramente da Copa
Sul-Americana e na principal competição do país tem oscilado. A diretoria, no
entanto, tem o mérito de enxergar o trabalho realizado pelo técnico Mano
Menezes. O manteve nos momentos mais tortuosos, aqueles que dirigentes falam o
que não devem e querem agradar a torcida. No caso do Flamengo, a chegada de
Reinaldo Rueda foi benéfica para o desempenho do time. Pouco se vê do trabalho,
mas o time ficou, do ponto de vista emocional, mais leve. A tendência é a
equipe subir de produção. Na medida em que o técnico tiver mais domínio e
conhecimento do elenco.
Em 180
minutos, ou mais, a temporada de Flamengo e Cruzeiro estará em jogo. Quem
perder levará para casa mais uma decepção e a certeza de que o ano praticamente
terminou. O Corinthians, mesmo quando não tem uma atuação próxima a de outras
do primeiro turno, vence e mantém uma confortável distância em relação aos
adversários. De certa forma, embora isso jamais seja admitido, a campanha do
Corinthians tira forças dos rivais. Torna-se cada vez mais difícil, observem
que não é impossível, alcançá-lo.
Enquanto
o Flamengo e o Cruzeiro festejam a ida para a final da Copa do Brasil, Botafogo
e Grêmio vivem outra situação. E os técnicos Jair Ventura e Renato Portaluppi
um novo desafio. As derrotas no tempo regulamentar e na disputa por pênaltis
deram sinais do que é preciso fazer para melhorar a qualidade do jogo
apresentado. São dois times que do ponto de vista tático tem idéias bem
definidas. O desafio do Jair e do Renato é dar um prazo de validade para a
frustração que tomou conta do Botafogo, por ver o rival mais uma vez derrotá-lo
em momento decisivo, e do Grêmio, que foi impreciso nas cobranças dos pênaltis.
Bem diferente do ano passado, quando conseguiu vaga em cima do Atlético
Paranaense na disputa por penais.
Rivais
na próxima fase da Libertadores, Botafogo e Grêmio sabem muito bem o que será
necessário para que o jogo flua melhor. Os dois jogos contra o Flamengo
mostraram ao Jair Ventura o que seu time precisa fazer em confrontos contra
equipes que falam português. A situação do Renato é diferente. O Grêmio vive a
incerteza da permanência do Luan. Tê-lo cem por cento será fundamental para
continuar na disputa da principal competição do continente e buscar um título
que apagará todas as frustrações da temporada.

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