O elenco é bom e Rueda fará um bom trabalho no Flamengo

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Reinaldo Rueda, técnico do Flamengo, e Diego – Foto: Gilvan de Souza

RENATO
MAURÍCIO PRADO:
Diante do lanterna do campeonato e com um time cheio de
reservas e improvisações, o Flamengo teve mais dificuldades do que deveria para
vencer. Salvou-o o talentoso moleque que já está vendido para o Real Madrid.
Vinícius Jr. fez dois gols, no segundo tempo, e decidiu a parada. Três pontos
na conta e foco agora na partida de volta da semifinal da Copa do Brasil,
contra o Botafogo, no Maracanã.

Na
partida numa Ilha do Urubu, com pouco público, a má notícia foi exatamente um
desfalque que o técnico Reinaldo Rueda tentou evitar. Por isso, escalou Rafael
Vaz na lateral-esquerda e poupou Renê. Mas como o atabalhoado zagueiro não
conseguiu produzir improvisado, o treinador o substituiu no intervalo (o primeiro
tempo terminou 0 a 0). Deu azar.
O time
melhorou e chegou à vitória, mas Renê sofreu forte entorse no tornozelo e
dificilmente poderá atuar no meio da semana. Deve voltar à lateral o peruano
Trauco que, certamente, será orientado para jogar bem mais defensivamente do
que costuma. Não creio que seja um grande problema.
O que
pode ter deixado a torcida rubro-negra insatisfeita foi mais uma atuação
medíocre de jogadores que chegaram como grandes reforços, casos de Éverton
Ribeiro e Geuvânio. Enfrentado um rival fraco, esperava-se que brilhassem hoje,
mas ambos erraram  muito mais do que
acertaram – principalmente Geuvânio.
É
preciso, porém, que se tenha paciência com os que chegaram agora no meio do
ano. O goleiro Diego Alves, por exemplo, já começava a ser criticado por não
ter defendido nenhum dos dois pênaltis que enfrentou e sofrido muitos gols, em
poucos jogos. Hoje, ele fez uma defesa monumental, num belíssimo chute de
primeira de Válter, que poderia ter tornado a partida muito mais complicada, se
o Atlético Goianiense tivesse terminado o primeiro tempo em vantagem.
O
elenco é bom. As opções são muitas e Reinaldo Rueda, aposto, fará um bom
trabalho. É preciso ter calma e paciência. Se o colombiano tiver tempo, com
todos à disposição (Guerrero, por exemplo, faz MUITA falta), o Flamengo pode
acabar o ano bem, talvez com um título, e vaga na Libertadores garantida para
2018 – quando aí, sim, se deverá cobrar o futebol que o grupo atual e o técnico
colombiano têm potencial para jogar.

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