O primeiro revés

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Geuvânio em Flamengo x Paraná – Foto: Staff Images

GILMAR
FERREIRA
: Reinaldo Rueda tem feito o Flamengo funcionar numa espécie de 2-4-4.

É
desenho pouco visto, com volantes e laterais alinhados na intermediária.
Daí,
inclusive, a ideia de utilizar Gabriel na função, improvisação comum na Europa.
As
duas linhas de quatro compactam o time e garantem o equilíbrio.
Principalmente,
se os quatro da frente tiverem qualidade indiscutível.
E
ainda mais se a aproximação dos quatro de trás entregar eficiência.
No 2 a
0 sobre o Atlético-GO a linha intermediária funcionou a contento.
Tinha
Pará, Márcio Araújo, Arão e Vaz _ depois Renê, e depois Rodinei.
Na
frente, Geuvânio, Everton Ribeiro, Lucas Paquetá e Vinicius Júnior.
E
neste 1 a 1 com o Paraná, que custou a eliminação na Primeira Liga?
Gabriel,
Márcio Araújo, Rômulo e Kleber na linha intermediária…
Geuvânio,
Everton Ribeiro, Vizeu (Paquetá) e Vinicius Júnior na frente.
A
rigor, entendo que a diferença maior esteve entre Rômulo e Arão.
Ainda
que Gabriel e Kleber não se comparem a Pará e Renê ou Trauco.
O
Paraná, quinto na Série B, é melhor que o Atlético-GO, lanterna na A.
Mesmo
assim, nesta quarta-feira, o Flamengo criou chances e esteve sempre perto do
gol.
Não
foi, portanto, por falta de ritmo a razão do primeiro revés de Rueda.
A
eliminação precoce na Primeira Liga veio por falhas individuais.
Primeiro
de Muralha, que não defendeu um chute da intermediária.
Depois
de Vinícius e Paquetá, que perderam suas cobranças de pênalti.
A
classificação à semifinal do torneio era quase uma obrigação.
Pelas
folhas salarias, pelas camisas, pelo tamanho das torcidas, por tudo…
Mas no
futebol isso não é tudo… e Rueda há de ter tirado importante lição.

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