Os destaques da vitória do Flamengo sobre o Botafogo

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Rodinei e Diego comemorando vitória do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

GLOBO
ESPORTE
: O comandante colombiano gostou. Um lance de raro talento de Berrío
furou a defesa alvinegra e encontrou a finalização de Diego. No Maracanã cheio,
o placar de 1 a 0 garantiu o Flamengo na decisão da Copa do Brasil (veja os
melhores momentos no vídeo acima). Será a sétima final da competição nacional
do Rubro-Negro – que vai lutar pelo tetracampeonato contra o Cruzeiro, que
venceu o Grêmio por 1 a 0 e eliminou os gaúchos na disputa por pênaltis em Belo
Horizonte. As finais serão realizadas dias 7 e 27 de setembro – o sorteio do
mando de campo é nesta quinta-feira, na CBF.

A
partida seguiu o script imaginado para o confronto. No papel principal, o
Flamengo, de Diego e Guerrero. Os coadjuvantes eram alvinegros, sem problema
algum de assumir papel de franco atirador. O jogo de volta da semifinal da Copa
do Brasil, nesta quarta-feira, na volta do Rubro-Negro ao Maracanã – com mais
de 50 mil pessoas -, foi ainda mais fechado do que era esperado. Muitas faltas,
muitas reclamações e nenhuma finalização mais perigosa nem do Fla nem do
Botafogo.
A
grande atração e esperança rubro-negra era a volta de Guerrero. Exatos 21 dias
depois de sofrer estiramento contra o Santos, pelo Brasileiro, o peruano fez o
que dele se espera. Pivô, bons passes vindo de trás, desvios de cabeça e…
também entrou em disputa particular com os zagueiros alvinegro e o árbitro
Wilton Pereira Sampaio. O juiz da partida assinalou cinco faltas do peruano –
quase metade das 12 do Flamengo na primeira etapa. Cabeça quente, Guerrero
levou cartão amarelo ao jogar a bola no gramado.
A
presença de Guerrero, porém, era o bastante para assustar. Quando Luis Ricardo
espirrou o taco na frente da área alvinegra, o peruano ajeitou e chutou forte.
Gatito salvou. Foi a melhor chance da primeira etapa – que nasceu num erro do
Botafogo, o que dá o tom de um jogo sem espaços da intermediária para frente de
cada equipe.
Depois
de 135 minutos de 0 a 0, com poucas chances para cada lado, o segundo tempo foi
ainda mais tenso. Fora uma chance de cabeça de Arão, o Flamengo tentava atacar,
mas encontrava a barreira botafoguense. Aos 23 minutos, Rueda chamou Vinicius
Junior. Na última jogada, Berrío deu lindo drible em Victor Luis e cruzou para
Diego, que não vinha bem, classificar o time rubro-negro.
O que deu certo
O
bloqueio pelos avanços laterais do Botafogo funcionou boa parte do jogo
novamente. No início, Pará e Everton sofreram um pouco com as combinações entre
Luis Ricardo e Bruno Silva – numa delas, Guilherme cabeceou sozinho, mas por
cima. A bola aérea do Flamengo também ameaçou. Com pé invertido, Pará colocou a
bola na cabeça de Arão, que por pouco não abriu o placar no início do segundo
tempo.
Altos e baixos
Depois
de um ótimo primeiro jogo contra o Botafogo, Cuéllar errou dois lances na
frente da área que deram calafrios ao torcedor rubro-negro. Apesar disso, o
colombiano ajudou na saída de bola e tentou acionar os laterais sem a bola
precisar passar por William Arão ou Diego. No fim, desarmou bem Matheus
Fernandes e saiu jogando, para alívio dos rubro-negros. Também fez boa jogada
no fim no campo de ataque.
Decidiu
A
furada em bola limpa na frente da área no primeiro tempo e a atuação apagada na
primeira partida. Parecia que Diego sairia de campo sem cumprir sua função de
protagonista deste Flamengo. Mais uma vez, ele teve dificuldade de se livrar da
marcação. Tentou como sempre, mas fez poucas jogadas efetivas. Numa delas, com
inteligência, deixou a bola passar para Everton, numa tentativa de arrancada do
camisa 22. Mas o pé direito calibrado venceu Gatito. E foi o suficiente.
Destaque do Fla
Não
foi a melhor versão de Guerrero no Flamengo. Depois de longo tempo de
inatividade – e a cena de Felipe Vizeu esperando boa parte do segundo tempo
para ver se Guerrero tinha condições de jogo -, o peruano se esforçou para
entrar em campo para ajudar o Flamengo e provar mais uma vez como é
insubstituível. Prendeu a bola, chamou o jogo e encontrou espaços para seus
companheiros. O chute mais perigoso do Flamengo – até o gol – foi dele.
As notas do Flamengo:
Thiago
– 6,0
Rodinei
– 6,0
Réver
– 6,0
(Rafael
Vaz – 6,0)
Juan –
7,0
Pará –
5,5
Cuéllar
– 6,0
William
Arão – 6,5
Diego
– 7,0
Berrío
– 7,0
(Vinicius
Junior – 6,0)
Everton
– 6,0
(Rômulo
– Sem nota)

Guerrero
– 6,5

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