Rueda coloca volantes pra jogar e Flamengo fica mais consistente

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Willian Arão comemorando gol pelo Flamengo – Foto: Buda Mendes/Getty Images

GLOBO
ESPORTE
: A vitória por 2 a 0 sobre o Atlético-PR nesse domingo à tarde, na Ilha
do Urubu, foi a terceira em quatro jogos do Flamengo com Reinaldo Rueda. A
defesa, antes instável e vazada 17 vezes em nove de 10 partidas, não levou gol
em 360 minutos ou quatro jogos inteiros. Mas não é só isso que explica o
crescimento do Rubro-Negro, finalista da Copa do Brasil e em quinto no
Brasileirão.

Contra
o Furacão, o Flamengo teve bons momentos no primeiro tempo, com boa troca de
passes e movimentação dos homens que ficam à frente da zaga – Cuéllar e William
Arão parecem se entrosar melhor no combate e na aproximação aos homens de
frente.
Construção de jogada crescendo
No fim
do primeiro tempo, um lance chamou a atenção. Em 2 minutos e 30 segundos com a
bola, a bola rodou de pé em pé em 50 passes do time do Fla. Todos 11 jogadores – incluindo o goleiro Diego Alves – participaram do
lance.
Detalhe: das 50 troca de
passes, 16 vezes passaram pelos pés de Cuéllar e Arão – sete vezes com o
gringo, nove com o volante brasileiro.
Em
outra jogada, mais objetiva, Diego Alves sai a bola para Rhodolfo, que toca
rapidamente para Cuéllar. O colombiano passa a Diego, dele para Rodinei. Do
lateral para Berrío exigir boa defesa de Weverton. No rebote, Rodinei foi
bloqueado.
A
mudança de comportamento e a volta das vitórias também colaboram com a
confiança da equipe. Depois do lindo drible contra o Botafogo, Berrío arriscou
até balão de chaleira – e acertou em cima de Paulo André!
Com
Rueda, os volantes estão participando mais da saída de jogo. A dupla volta à
defesa para buscar a bola nos pés dos zagueiros e passa meias ou laterais – são
passes verticais alternados aos laterais, o que acontece mais com o colombiano
do que ocorria com Márcio Araújo. Nos últimos dois jogos, o time acertou 458 e
439 toques, contra Atlético-GO e Atlético-PR, respectivamente.

O que
tem faltado, porém, são mais jogadas pelo meio – a maioria nas últimas partidas
foram pelas laterais e deram certo. Diego fez gols nos últimos dois jogos, mas
ainda oscila na criação de opções pela área central do campo, o que aumenta a
necessidade de os pontas aparecerem mais.

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