Rueda ensina no Flamengo: é possível sim vencer e defender bem

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Willian Arão, Berrio e Diego no Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

ESPN: Por Paulo Cobos

O
futebol nacional passou as últimas semanas repetindo, baseado nas estatísticas
do Brasileiro, que o melhor caminho para vencer é não ter a posse de bola. Mas
um técnico colombiano ensina que é possível sim ter um aproveitamento
espetacular e ter uma defesa sólida com a essência da modalidade: a bola.

Já são
quatro jogos do Flamengo sob o comando de Reinaldo Rueda, com três vitórias, um
empate e nenhum gol sofrido. E os números do TruMedia, a ferramenta de
estatísticas da ESPN, são um tapa na cara de quem acha que a melhor estratégia
hoje é entregar a bola para o adversário.
Com o
colombiano, o Flamengo tem média de 56,6% de posse de bola, quase três pontos
percentuais a mais do que nos tempos de Zé Ricardo. Em todos as partidas com
ele o clube carioca ficou mais tempo com a bola: variando dos 52,2% da vitória
deste domingo sobre o Atlético-PR até os 59% no triunfo sobre o Atlético-GO.
O
número de troca de passes aumentou de 498 para 527 com Rueda.  E nunca a quantidade de passes longos (quase
sempre chutões) passou dos 15% do total.
E
algumas coisas óbvias quando um time fica com a bola acontecem no Flamengo sob
o comando do ex-treinador do Nacional de Medellín. A média de faltas cometidas
caiu dos 15,6 por jogo com Zé Ricardo para 13,5 com o colombiano.
A
queda no número de finalizações dos rivais também caiu de forma considerável.
Com Zé Ricardo, o Flamengo sofria, em méda, 11,1 finalizações por partida, Com
Rueda, são apenas 9.

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