Rueda renova esperança do Flamengo em reconquistar a América

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Reinaldo Rueda foi campeão da Copa Libertadores – Foto: Divulgação

GILMAR
FERREIRA
: A ideia de ter um técnico de prestígio internacional, capaz de
liderar um projeto de conquista do continente, faz parte do plano estratégico
do Flamengo desde que Eduardo Bandeira assumiu o clube, em 2013.

Mas a
falta de estrutura, combinada ao elenco deficiente, foi sempre motivo de
divergência entre os dirigentes.
Na
linha do tempo, com a melhora da situação financeira, vê-se claramente a adoção
de medidas evolutivas e o patamar acima: chegada de um executivo de formação
esportiva, independência das estruturas do departamento de futebol (CT e
estádio), gestão integrada às categorias de base e qualificação do elenco.
Era
mesmo chegada a hora de sonhar com um técnico que, com metodologia e plano de
jogo modernos, renovando a esperança de conquistar a América e
internacionalizar a marca Flamengo.
ESSA É
A BASE do discurso que a cúpula do futebol rubro-negro (Eduardo Bandeira, Fred
Luz e Rodrigo Caetano) tem a fazer ao colombiano Francisco Rueda, de 60 anos,
que deve chegar ao Rio neste final de semana para dar prosseguimento à
negociação aberta por telefone.
O
acerto está bem encaminhado, mas exatamente como já esteve com Jorge Sampaoli,
então técnico da seleção chilena, que em 2015 recebeu a visita de dois
dirigentes do clube, em Buenos Aires.
Na
oportunidade, compunham a lista Alejandro Sabella, Marcelo Bielsa e Eduardo
Bauza, todos argentinos.
RUEDA
é formado em Educação Física na Colômbia, com pós-graduação na Duetsche
Sporthochschule Köln, da Alemanha.
Fez
fama local levando a seleção sub 20 do seu país ao título de Toulon, em 2000.
No
entanto, não foi capaz de salvar a presença na Copa de 2006, quando chamado a
assumir o time principal durante a disputa.
Mas
ganhou elogios e a chance classificar Honduras ao Mundial de 2010 e o Equador à
Copa de 2014.
Faz
parte da bem conceituada geração de técnicos colombianos, elogiada pela
Conmebol por obter sucesso com “seleções forasteiras” _ fazem parte
Luiz Suárez, que levou o Equador às oitavas do Mundial de 2006, e Jorge Pinto,
que dirigiu a Costa Rica em 2014, hoje em Honduras.
ASSIM,
com a ideia fixa na conquista da Copa Libertadores, título que não levanta há
36 anos, o Flamengo aposta que o ex-técnico do Atlético Nacional, atual campeão
do torneio, se sentirá à vontade em meio a Berrío, Cuellar, Guerrero, Trauco,
Mancuello e Conca.
E POR
ISSO já é tratado como a peça que faltava à engrenagem…

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