Santos e Flamengo colecionam polêmicas em 2017

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Diego tirando Guerrero de briga em Santos x Flamengo – Foto: Sergio Barzaghi / Gazeta Press

UOL: O
confronto direto entre as equipes é apenas mais um ingrediente da recente
rivalidade, que começou no momento em que o Flamengo decidiu contratar o
atacante Geuvânio. O Santos não viu com bons olhos o interesse no jogador
formado na Vila Belmiro. O presidente Modesto Roma entrou no circuito e o
chinês Tianjin Quanjian precisou pagar a multa de exclusividade no retorno ao
Brasil para que o Rubro-negro regularizasse o atleta.

A
novela durou cerca de um mês. Geuvânio apenas treinou no período e aguardou o
desfecho. O Santos embolsou algo próximo dos R$ 2 milhões, no entanto, viu um
nome desejado parar na Gávea. A postura firme dos paulistas foi o suficiente
para modificar – ainda que timidamente – a relação entre Modesto e Bandeira de
Mello.
Veio a
Copa do Brasil e a polêmica do pênalti desmarcado por Leandro Pedro Vuaden após
consulta ao quarto árbitro. O Santos alegou interferência externa na jogada,
pediu a anulação da partida na CBF (Confederação Brasileira de Futebol) e
irritou ainda mais os rubro-negros. Como se não bastasse, o último episódio
antes do reencontro desta noite colocou ainda mais lenha na fogueira.
O
Santos inflacionou em 233% o valor dos ingressos para a torcida do Flamengo
nesta noite. O valor de R$ 200 é uma espécie de retaliação. Além da polêmica da
semana passada, o clube paulista alega nos bastidores que apenas deu o troco
nos flamenguistas, que cobraram o mesmo valor aos santistas na Ilha do Urubu,
no último dia 28, pelas quartas de final da Copa do Brasil.
A
prova da inflação é o valor que o Santos costuma cobrar para os demais
adversários. Contra o Bahia, por exemplo, em sua última partida no Pacaembu, o
clube paulista estipulou R$ 60 pela entrada inteira. A diferença de valor
cobrado para o torcedor do Santos “assusta” muito mais. Nesta
quarta-feira, o clube paulista vende meia-entrada no Tobogã por R$ 10.
Santos terá “cachorro louco”
contra o Flamengo
O
Santos deve ter apenas uma novidade em relação ao time que enfrentou o Flamengo
na semana passada. O volante Alison, conhecido como “cachorro louco”
pela torcida santista, assume a vaga de Vecchio, lesionado. O defensor não
atuou contra os cariocas, pois não estava inscrito na Copa do Brasil.
Aliás,
Alison rejeita o apelido, no entanto, ele faz jus ao bordão com carrinhos e
entradas fortes nos adversários dentro de campo. “Pergunta para os caras
aí que deram esse apelido [o motivo]. Sei que esse apelido não é bem-vindo na
minha casa. Minha mãe não gosta, não [risos]”, disse.
Renato
e Gustavo Henrique, recuperados de lesão, treinaram normalmente com bola e
também podem reforçar o time, pelo menos no banco de reservas. No entanto, o
técnico Levir Culpi faz mistério em relação ao retorno da dupla.
Flamengo
tenta esquecer rusgas por arrancada
No
Ninho do Urubu, o desejo do Flamengo é o de obter importante sequência de
vitórias no Campeonato Brasileiro e encostar no líder Corinthians. Para isso,
esquecer as rusgas e bater um concorrente direto é fundamental. A base do time
será mantida, com a provável entrada de Willian Arão na vaga de Cuéllar.

Pela
primeira vez no Campeonato Brasileiro, os cariocas tentam vencer uma equipe que
ocupa o G-6. Foram empates contra Corinthians e Palmeiras, além de derrotas
para Grêmio e Sport. Não dá mais para adiar a recuperação.
“Acho
que tudo já foi esclarecido. Claro que um jogo tão próximo é estranho, mas da
minha parte não tem nada pendente. As polêmicas são faladas, porém, não podemos
deixar que isso entre na partida. É o tipo de jogo que eleva a moral do grupo
em caso de vitória. Temos atuado bem, mas faltam os detalhes para o Flamengo
vencer. Precisamos de uma sequência boa, o que todos esperam e o torcedor
também”, encerrou o zagueiro Réver.

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