Sem afobação

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Reinaldo Rueda e Pará, no Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

BOTECO
DO FLA:
Sorin

Ainda
falta aquele teste definitivo de ver a equipe enfrentar algum revés durante o
jogo. Vários foram os chiliques coletivos de nutellice após sofrer gol, ter
alguém expulso, ou até aquele inesquecível em que todo mundo parou para fazer
uma pequena assembléia (com a bola rolando) após uma lambança do Vaz. Se bem
que o fato do time se manter emocionalmente centrado no segundo jogo da
Semifinal da Copa do Brasil, quando demoramos para marcar nosso gol da
classificação contra o Botafogo, já seja um sinal de que os tempos realmente
são outros.
Uma
vitória tranquila na tarde de ontem. Sem sustos. O técnico do Furacão, Fabiano
Soares, declarou que seu time atuou bem até levar o primeiro gol (???!!!). Se a
gente levar em consideração que o mesmo saiu logo aos 16 minutos, talvez então
as coisas realmente não tenham corrido bem para a equipe paranaense, que vinha
de ótima sequência no Brasileirão, com quatro vitórias e um empate nas últimas
cinco rodadas.
“Nóis”
tudo fingindo que não andou olhando de rabo de olho pra tabela, calculando um
monte após o “inabalável” líder Corinthians perder duas vezes em casa em
confrontos contra o povo do Z4. A distância é um abismo, mas vai que…
Fez
muito bem o Rueda (e também o Arão) em declarar que não acabou e que a luta
continua. Mesmo porque a outra opção seria qual? Escalar time reserva e deixar
pra lá estando na metade da coisa toda? Essa não me parece ser uma opção
sensata e nem tão pouco profissional. Mesmo porque o mundo aparentemente não
acaba em dezembro de 2017, e o Flamengo de Rueda, que apenas começou sua
história por aqui, segue em 2018. É fazer o melhor possível e dar sequência ao
trabalho na próxima temporada.
Li em
algum canto que o Apolinho fez uma análise simples e direta sobre o que
exatamente mudou nos últimos dias. Disse o comentarista que não houve magia.
Simplesmente a defesa defende e o ataque ataca. Uma referência principalmente
às ações mais contidas dos nossos laterais.
Errando
menos passes, fazendo menos chuveirinho, marcando mais quando se encontra sem a
posse da bola. Se eu pudesse acrescentar algo mais, como sempre falo, gostaria
infinitamente que o povo arriscasse mais chutes de longa distância. Arma
poderosa, principalmente quando se tem excelentes cobradores de bola parada, o
que significa que a pontaria não seria um problema.
O
trabalho só começou, mas a mudança de postura é sim motivo para comemorar.
Bem… Pelo que vi lá pelo Twitter, pelo menos para 10% dos presentes na hostil
rede social. Outros 40 % preferem ficar falando do Zé Ricardo (que agora é
assunto do Eurico), 40% preferem ficar falando do Márcio Araújo… E ainda tem
aquele 10 % mais preocupante, que passa o tempo falando dos dois ao mesmo
tempo. Só dá maluco.
Brasileirão
dá uma boa pausa agora por conta das eliminatórias. Apesar do jogo contra o
Paraná pela Primeira Joga Quem quer Liga… Hora de pensar no Cruzeiro.
Bora
torcer.
Isso
aqui é Flamengo.

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