Sem Diego e Guerrero, Flamengo vê novos candidatos a protagonistas

23
Berrio e Éverton Ribeiro comemorando gol do Flamengo – Foto: Gilvan de Souza

EXTRA
GLOBO:
A presença de Felipe Vizeu e Vinícius Júnior juntos na coletiva de
imprensa no Ninho do Urubu ontem demonstrava que o ambiente e o elenco do
Flamengo estão renovados após a goleada por 5 a 0 sobre o Palestino, primeiro
jogo depois da saída de Zé Ricardo. O resultado na Sul-Americana sob o comando
de Jayme de Almeida não apenas deixou o astral melhor, como reforçou as boas
opções do elenco enquanto não se pode contar com Diego e Guerrero e ainda com o
técnico Reinaldo Rueda, em fase final de negociação.

Diego,
que foi poupado na quarta-feira por desgaste, segue fora no domingo, contra o
Atlético-MG, pelo Brasileiro, pois cumpre suspensão. Há um preparo especial
para o camisa 35 voltar a ser decisivo na quarta-feira, contra o Botafogo, pela
semifinal da Copa do Brasil. Já o centroavante ainda se recupera de uma lesão
na coxa e só deve atuar no jogo de volta. Se o jovem Vizeu comemora a sequência
no ataque, no meio a saída de Diego abre brecha para Geuvânio e Éverton
Ribeiro.
Ribeiro,
aliás, foi bem novamente ao atuar mais centralizado, caindo pela esquerda,
contra o Palestino, diferentemente da forma que vinha sendo usado por Zé
Ricardo, do lado direito. Em que pese a fragilidade do adversário, o time se
mostrou mais equilibrado ao sair nos contra-ataques. A estratégia deve ser
mantida contra o Atlético-MG, com Berrío no lugar de Éverton, suspenso. Jayme
de Almeida comanda a equipe novamente e deu a receita para o elenco
recém-completo dar o esperado resultado: paciência.
— É
importante entender como funciona o Flamengo. Mas tem que se dar tempo ao
tempo. Tem que ter paciência. E acima de tudo acreditar nos profissionais que
estão aqui, jogadores, comissão. Fica muito imediato quando não acontece achar
que está tudo uma droga, não é por ai. Se algo não der certo a diretoria vai
ver. Fizemos bons jogos, mas temos sofrido com essa irregularidade de jogar bem
e não vencer — analisou.
Do
funcionário mais antigo para o mais novo, Vinícius Júnior não disfarçou a
timidez mesmo depois do primeiro gol, mas mostrou que aprendeu o que é o clube.

Sempre ir para dentro. Fiquei muito feliz porque todos comemoraram o gol. É
como se fosse final de Copa do Mundo — relatou o menino de 17 anos, que voltou
a ter chance.

COMENTÁRIOS: