Veja os Bastidores da demissão de Zé Ricardo no Flamengo

24
Foto: André Durão/GloboEsporte.com

GLOBO
ESPORTE
: Zé Ricardo foi o único a se pronunciar depois da derrota para o
Vitória. Como de costume, concedeu uma rápida coletiva de imprensa na Ilha do
Urubu e até projetou a semana de trabalho. O que fugiu da rotina foi o silêncio
do restante do departamento de futebol. Nem o presidente Eduardo Bandeira de
Mello e nem o diretor Rodrigo Caetano se pronunciaram após o revés.

O
recado extra-oficial, dado pelo CEO Fred Luz, era de que o trabalho
continuaria. O silêncio, no entanto, evidenciava que qualquer coisa dita naquele
momento poderia deixar de ser verdade em questão horas.
E foi
o que aconteceu. Por volta das 21h de domingo, em reunião realizada na casa de
Bandeira, Zé deixou o comando do Flamengo. A realidade é que o presidente
sempre foi o maior defensor da manutenção do treinador.
Na
quinta à tarde, num curso de gestão do futebol na USP, demonstrou
arrependimento de demissões de técnicos e disse no congresso realizado em São
Paulo: ”Hoje tenho claro que a alta rotatividade de treinadores não é
benéfica.”
A
convicção estava ali na cabeça do presidente até momentos após a derrota na
manhã de domingo. As reuniões de sexta e sábado, quando o Fla discutiu seu
futuro em planejamentos estratégicos em todas áreas, não teve a pressão a mais
sobre a cabeça de Zé como se esperava.
Diretor
de futebol, Rodrigo Caetano sempre fez coro com Bandeira e defendeu a
continuidade do trabalho feito por Zé Ricardo – foi ele quem ergueu o time no
ano passado em uma arrancada no segundo turno do Brasileiro e faturou o título
carioca, em 2017, invicto.
No
entanto, a duríssima derrota deste domingo por 2 a 0 para o Vitória, na Ilha do
Urubu, aliada com o momento ruim da equipe, fizeram Caetano mudar sua cabeça.
Desta forma, ele foi determinante para que o presidente também concordasse com
a saída de Zé Ricardo. O conselho diretor do clube foi avisado pelo presidente
da decisão.
No último ato, Zé ousou

definiu em treino superfechado a escalação que enfrentaria o Vitória em casa.
Nela, apenas um volante, Willian Arão. É como se tivesse dado uma cartada de
risco. Funcionasse, sairia da Ilha por cima. Sacou Márcio Araújo, vontade da
maioria dos rubro-negros, e colocou em campo todos reforços.
Até
mesmo Geuvânio e Rhodolfo, recém-recuperados de lesão, foram a campo. Mas a
reação não aconteceu. O time perdeu chances e se entregou depois de uma saída
errada – e arriscada – de Arão, no gol do Vitória.
Apesar
da “congestão” de talentos em campo, como Diego e Éverton Ribeiro,
abusou novamente dos chuveirinhos na área em clara ação de desespero. O
psicológico do time de Zé Ricardo também estava abalado.
O
Flamengo emitiu nota oficial confirmando a saída do treinador, mas nenhum
dirigente falou sobre a demissão
Nomes serão estudados

Ricardo só foi demitido na noite deste domingo. Natural que a partir desta
segunda, a cúpula do futebol rubro-negro comece a estudar os nomes disponíveis.
Diante do pouco tempo, é tendência de que Jayme de Almeida dirija o time na
quarta-feira, contra o Palestino, pela Copa Sul-Americana. O jogo será na Ilha
do Urubu, e o Flamengo venceu o duelo de ida, no Chile, por 5 a 2.

COMENTÁRIOS: